Sob Tarcísio, mortes por intervenção policial em SP chegam ao maior patamar desde 2023
A cidade de São Paulo registrou 191 mortes provocadas por intervenções das polícias Militar e Civil entre janeiro e setembro de 2026, segundo dados do Ministério Público paulista. O levantamento reúne ocorrências envolvendo agentes em serviço ou de folga e mostra aumento na capital durante o governo de Tarcísio de Freitas, do Republicanos.
O total supera as 188 mortes contabilizadas no mesmo período de 2025 e representa o maior número entre os quatro anos da administração. Os registros são acompanhados pelo Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial, o Gaesp, vinculado ao Ministério Público de São Paulo.
A comparação com os anos anteriores mostra que a trajetória teve uma queda antes de voltar a subir, diferentemente de um avanço contínuo. Foram 176 mortes de janeiro a setembro de 2023, número que recuou para 167 em 2024 e depois cresceu nos dois períodos seguintes da série apresentada pelo órgão.
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Em relação a 2024, o resultado deste ano corresponde a 24 mortes adicionais, uma alta de aproximadamente 14,4% na capital. Já na comparação com 2025, houve três vítimas a mais, diferença de cerca de 1,6%, considerando os mesmos nove meses utilizados para reunir os dados sobre as intervenções policiais.
No conjunto do estado, um levantamento da Agência Brasil apontou 703 mortes decorrentes de intervenção policial ao longo de 2025, crescimento de 7,6% sobre o ano anterior. Esse balanço abrange todo o território paulista e os doze meses do ano, enquanto os 191 casos informados pelo Gaesp se referem à capital.
Os recortes precisam ser diferenciados para que os resultados municipais não sejam confundidos com os estaduais na avaliação da letalidade policial. Na capital, os dados apresentados indicam que o total dos nove meses de 2026 ultrapassou os registros dos mesmos intervalos de 2023, 2024 e 2025.
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