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Televisão brasileira perde Gracindo Jr., filho de Paulo Gracindo

O ator, diretor e escritor Gracindo Jr. morreu por causas naturais na noite desta terça-feira (1º), aos 83 anos, em sua casa, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por Pedro Gracindo, filho do artista, que construiu uma trajetória de mais de cinco décadas no teatro, no rádio, no cinema e na televisão.

O velório será aberto ao público nesta quinta-feira (3), a partir das 12h10, no Crematório e Cemitério da Penitência, na capital fluminense. A cremação está prevista para as 14h10.

Nascido Epaminondas Xavier Gracindo, em 21 de maio de 1943, no Rio, o artista era filho do consagrado ator Paulo Gracindo, morto em 1995. Ele deixa a esposa, Daisy Poli, com quem viveu por mais de 50 anos, além de cinco filhos e sete netos.

Gracindo Jr. chegou a estudar Psicologia, mas abandonou a possibilidade de seguir a profissão para se dedicar à carreira artística. Aos 15 anos, foi aprovado em um teste para a Rádio Nacional, onde trabalhou como ator, redator e disc-jóquei, enquanto o pai já se destacava nas radionovelas e nos programas de auditório.

A estreia nos palcos aconteceu em 1961, na montagem de “A Escada”, escrita por Oswald de Andrade. Quatro anos depois, integrou o primeiro elenco da TV Globo e participou da inauguração da emissora, em abril de 1965.

Na televisão, atuou em produções como “Rosinha do Sobrado”, “Padre Tião”, “A Rainha Louca”, “A Próxima Atração” e “Os Ossos do Barão”. Também dividiu cenas com Paulo Gracindo em “O Bem-Amado” e “O Casarão”, novela na qual os dois interpretaram o protagonista João Maciel em diferentes fases da vida.

Em entrevista ao Memória Globo, Gracindo Jr. atribuiu ao pai parte importante de sua formação profissional, especialmente o compromisso e o respeito pelo ofício. Ao longo da carreira, ele consolidou seu próprio espaço na dramaturgia brasileira, trabalhando ainda como diretor e mantendo presença constante nos palcos.

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