Transporte coletivo urbano volta a perder passageiros; emplacamento de motos supera o de carros
Dados do Anuário Nacional do Transporte Urbano (NTU) divulgados nesta terça-feira (11) pela Associação Nacional do Transporte Urbano revelam que, em 2025, o transporte coletivo voltou a perder passageiros no Brasil. De acordo com o levantamento, o volume de passageiros no ano passado atingiu 77,5% do registrado no período pré-pandemia de Covid-19. Há uma queda consolidada de 22,5% no número de viagens em comparação com os patamares pré-pandêmicos.
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A diminuição do fluxo de passageiros já não é mais tratada como uma oscilação temporária provocada pela crise sanitária, mas sim como uma mudança estrutural, decorrente da migração de usuários para modais de transporte individual motorizado, com destaque para o crescimento das motocicletas. Pela primeira vez na história, o número de emplacamentos de motos foi superior ao de carros. O licenciamento de motocicletas cresceu 17,1%, atingindo 2,2 milhões de unidades no ano passado.
O custo anual estimado do sistema público é de R$ 75,7 bilhões, sendo que 80% das despesas são cobertas pelos passageiros, através das tarifas, enquanto os subsídios públicos respondem por apenas 20% dos custos e permanecem concentrados em poucas capitais.
Atualmente, 146 municípios adotam a tarifa zero, sendo que oito cidades que haviam implantado esse modelo voltaram a cobrar tarifas por problemas de caixa. Ainda de acordo com o estudo, a frota brasileira mantém uma idade média elevada, de seis anos e cinco meses, e a transição para ônibus elétricos ou de baixa emissão avança abaixo do necessário devido ao alto custo de aquisição dos veículos e às restrições de crédito.
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