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UFBA proíbe cropped, minissaia e short curto e gera revolta

Estudantes, professores, servidores e pacientes da Faculdade de Odontologia da UFBA passaram a seguir novas orientações sobre as roupas permitidas na unidade. A regulamentação, que já começou a valer nos espaços de ensino e atendimento, limita a entrada com peças curtas ou decotadas, como minissaias, shorts e croppeds, além do uso de bonés.

A medida foi aprovada pela Congregação da faculdade, colegiado que também conta com representantes dos estudantes. Segundo a direção, as orientações buscam adequar as roupas às atividades desenvolvidas na unidade, que reúne salas de aula, laboratórios e consultórios destinados ao atendimento da população.

O comunicado ganhou repercussão depois de circular pelas redes sociais. Entre os alunos, as principais críticas envolvem a proibição de peças como cropped, shorts e minissaia. Parte dos estudantes considera que a determinação interfere nas escolhas individuais e pode afetar com mais frequência as mulheres, por concentrar restrições em roupas associadas ao vestuário feminino.

A direção da FOUFBA, no entanto, nega que o código tenha sido criado com finalidade moralizadora. O diretor da instituição explicou que a decisão leva em conta questões de biossegurança, controle dos espaços e prevenção de episódios de assédio. Ele também mencionou registros de comportamentos inadequados dentro de consultórios ao justificar as limitações relacionadas ao comprimento das roupas.

A restrição aos bonés foi justificada pela direção como uma medida de segurança, já que o acessório pode atrapalhar o reconhecimento de suspeitos em casos de objetos furtados dentro da unidade. A faculdade informou ainda que lideranças femininas participaram da elaboração das normas.

O responsável pela faculdade informou que a regulamentação foi baseada em critérios adotados pelo Hospital Universitário Professor Edgard Santos, unidade hospitalar da própria UFBA. Apesar das restrições, pacientes que chegarem à unidade com alguma das peças mencionadas continuarão sendo atendidos normalmente. A regra, portanto, não será usada como motivo para negar assistência odontológica.

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