O Brasil encerrou 2025 com nova redução no número de mortes violentas, consolidando o quinto ano consecutivo de queda nos registros de assassinatos. Segundo números oficiais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o total de mortes violentas no país caiu para 34.086 em 2025, ante 38.374 registradas no ano anterior, uma redução de 11% no comparativo anual. Mesmo com a ausência dos números de dezembro de São Paulo e da Paraíba, que ainda não foram inseridos no sistema federal, a tendência de retração se mantém.
Caso a média mensal desses dois estados se confirme no último mês do ano, o total nacional deve subir em cerca de 300 ocorrências. Mesmo com esse ajuste, a queda no comparativo anual deve se manter próxima de 10,4%, preservando a tendência de diminuição registrada de forma contínua desde 2021.
O levantamento considera homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios e casos de lesão corporal com resultado morte, a partir de dados enviados pelas secretarias estaduais de Segurança Pública.
Desde o pico histórico de mais de 60 mil assassinatos registrado em 2017, o país passou por um ciclo de queda em 2018 e 2019, alta pontual em 2020 e, a partir daí, reduções sucessivas. Especialistas em segurança pública apontam que mudanças no comportamento do crime organizado, com menos disputas armadas por território, além de políticas específicas adotadas pelos governos, ajudam a explicar o cenário atual.
A retração foi registrada em todas as regiões do país. A maior retração proporcional foi observada na Região Sul, com recuo de 22%, seguida pelas regiões Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sudeste, que também apresentaram diminuição nos índices. Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul apresentaram os maiores recuos estaduais, enquanto Tocantins, Rio Grande do Norte e Roraima foram exceções, com aumento nos registros.
Apesar do recuo geral, os feminicídios seguiram em sentido oposto e atingiram o maior número da série histórica. Foram 1.470 mulheres assassinadas em 2025 pelo fato de serem mulheres, o equivalente a quatro vítimas por dia. Desde a criação da tipificação, em 2015, esse tipo de crime cresceu mais de 300%. No ano passado, entrou em vigor a lei que ampliou as penas para feminicídio, que agora podem chegar a 40 anos de prisão.
Bookmark