A atividade de rope jumping que resultou na morte de uma jovem de 21 anos, em Limeira, era promovida por um grupo sem empresa formalmente constituída e sem permissão para utilizar a área onde ocorreu a tragédia, segundo a Polícia Civil. A informação foi confirmada durante as investigações sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, ocorrida na manhã de sábado (13), na região conhecida como Ponte do Esqueleto.
Segundo a apuração policial, os organizadores eram praticantes do esporte radical que passaram a realizar encontros e saltos em diferentes cidades há cerca de um ano. Apesar da frequência das atividades, o grupo não operava como empresa regularizada e não tinha permissão para utilizar a área onde ocorreu a tragédia.
A vítima sofreu uma queda de cerca de 40 metros ao participar do salto radical sem que o sistema de proteção estivesse conectado ao seu corpo. Registros feitos por testemunhas revelam a movimentação dos instrutores levando a jovem até o ponto de lançamento pouco antes do acidente. Logo após a queda, pessoas que acompanhavam a atividade perceberam que a corda de proteção não havia sido presa ao equipamento utilizado pela participante.
A investigação revelou que a corda permaneceu sobre a plataforma, sem ser instalada. A preparação e execução do salto foi realizada por três funcionários da empresa, que foram presos em flagrante. Para a Polícia Civil, houve falha grave na conferência dos equipamentos de segurança, motivo pelo qual eles responderão inicialmente por homicídio com dolo eventual.
Durante os depoimentos, os investigados afirmaram não conseguir explicar como ocorreu o erro. Outros três envolvidos chegaram a ser conduzidos para prestar esclarecimentos, mas foram liberados por não terem participado da checagem dos equipamentos nem da condução da vítima.
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