Ronaldo Vieira Bento, ex-ministro da Cidadania no governo de Jair Bolsonaro — gestão que regulamentou o empréstimo consignado para beneficiários do Auxílio Brasil —, e empresas ligadas a ele receberam R$ 11 milhões do Banco Master entre 2024 e 2026. A informação foi revelada nesta terça-feira (16), pelo Intercept Brasil, com base na análise de declarações de Imposto de Renda obtidas pela CPI do Crime Organizado do Senado.
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De acordo com a reportagem, logo após deixar o cargo público, o ex-ministro assumiu postos executivos na iniciativa privada, incluindo a presidência do Banco Pleno – antigo Voiter, comprado pelo Master e que sofreu liquidação extrajudicial pelo Banco Central em 2026 – e a administração da Mettacard, empresa licenciada pelo Master que operava cartões de benefícios consignados para servidores e aposentados. Do total recebido, R$ 773,3 mil foram pagos diretamente a Bento como pessoa física, enquanto o restante foi destinado a empresas em que ele é sócio ou administrador, como a Meta Consultoria.
Apesar de ter sido citado na CPMI do INSS e na CPI do Crime Organizado devido às investigações de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, os requerimentos de convocação e de quebra de sigilo de Bento não avançaram no Congresso. Em nota, a assessoria do ex-ministro afirmou que os valores são regulares e se referem à remuneração de mercado por serviços de assessoria prestados à instituição financeira.
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