Skip to content Skip to footer

Mesmo sob greve geral, Milei aprova reforma trabalhista na Câmara

(Foto: Instagram/Reprodução)

Mesmo sob o impacto de uma greve geral que paralisou transportes e levou milhares às ruas, a Câmara dos Deputados da Argentina aprovou a ampla reforma trabalhista defendida pelo presidente Javier Milei. O projeto passou por 135 votos a favor e 115 contra, com apoio de partidos de direita e centro-direita, além de blocos provinciais.

O texto, porém, ainda precisará retornar ao Senado para confirmar a retirada de um artigo que previa redução salarial durante afastamento por licença médica.

A proposta altera pontos sensíveis da legislação laboral. Entre eles, autoriza o pagamento de salários em pesos ou dólares e permite negociações individuais por produtividade.

No caso de demissões, o cálculo das indenizações será reduzido: verbas como décimo terceiro, férias e bônus deixam de compor a base, que passa a considerar apenas o salário mensal, limitado a até três vezes a média prevista em convenção coletiva. Também foi aprovada a criação de um fundo financiado por empregadores para custear compensações trabalhistas.

O texto flexibiliza regras de férias, agora passíveis de fracionamento em períodos mínimos de sete dias, e amplia a jornada para até 12 horas, desde que respeitado intervalo equivalente de descanso. Institui ainda banco de horas e contratos parciais abaixo da carga legal.

Acordos coletivos perderão validade automática ao término do prazo, e a Justiça Nacional do Trabalho será extinta, com transferência de competências para a esfera da cidade de Buenos Aires.

Outro ponto controverso é o novo enquadramento de trabalhadores de aplicativos como prestadores independentes, sem vínculo empregatício. Parte da oposição promete recorrer à Justiça, alegando retrocesso de direitos.

A votação ocorreu após mobilização convocada pela Confederação Geral do Trabalho, que classificou a paralisação como massiva. Houve confronto entre manifestantes e forças de segurança nos arredores do Congresso, com registro de detenções.

O governo quer concluir a tramitação antes da abertura das sessões ordinárias, em 1º de março, para transformar a reforma em vitrine política da atual gestão.

Bookmark

Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

Mais Matérias

STF condena Eduardo Bolsonaro à inelegibilidade e a 4 anos de prisão

Ex-deputado foi condenado por articular sanções dos EUA contra o Brasil para tentar blindar o pai, Jair Bolsonaro
12 jun 2026

Gleisi garante estar pronta para enfrentar o bolsonarismo no berço da “Lava Jato”

Ex-ministra e pré-candidata ao Senado, deputada promete questionar o que Moro e sua turma fizeram pelo Paraná e o País desde que entraram no jogo político

Moraes cobra explicações sobre arma ligada a Bolsonaro após apreensão em abordagem no DF

Decisão exige esclarecimentos da defesa e da PM sobre armamento encontrado com segurança do ex-presidente em bloqueio policial
16 jun 2026

Ex-ministro de Bolsonaro recebeu R$ 11 milhões do Master

Do total recebido, R$ 773,3 mil foram pagos diretamente a Bento como pessoa física

Pré-candidato de Flávio Bolsonaro ao Senado, deputado do PL pressionou BC a favorecer Banco Master

Filipe Barros lançou uma série de iniciativas, que incluíram a convocação do presidente do BC, Daniel Galípolo
16 jun 2026

Investigação revela atividade irregular de empresa que ocasionou morte de jovem após salto radical

Três instrutores foram presos em flagrante após jovem cair de 40 metros na Ponte do Esqueleto; grupo realizava eventos há um ano sem permissão

Como você se sente com esta matéria?

Vamos construir a notícia juntos

Deixe seu comentário