Mesmo sob greve geral, Milei aprova reforma trabalhista na Câmara
Mesmo sob o impacto de uma greve geral que paralisou transportes e levou milhares às ruas, a Câmara dos Deputados da Argentina aprovou a ampla reforma trabalhista defendida pelo presidente Javier Milei. O projeto passou por 135 votos a favor e 115 contra, com apoio de partidos de direita e centro-direita, além de blocos provinciais.
O texto, porém, ainda precisará retornar ao Senado para confirmar a retirada de um artigo que previa redução salarial durante afastamento por licença médica.
A proposta altera pontos sensíveis da legislação laboral. Entre eles, autoriza o pagamento de salários em pesos ou dólares e permite negociações individuais por produtividade.
No caso de demissões, o cálculo das indenizações será reduzido: verbas como décimo terceiro, férias e bônus deixam de compor a base, que passa a considerar apenas o salário mensal, limitado a até três vezes a média prevista em convenção coletiva. Também foi aprovada a criação de um fundo financiado por empregadores para custear compensações trabalhistas.
O texto flexibiliza regras de férias, agora passíveis de fracionamento em períodos mínimos de sete dias, e amplia a jornada para até 12 horas, desde que respeitado intervalo equivalente de descanso. Institui ainda banco de horas e contratos parciais abaixo da carga legal.
Acordos coletivos perderão validade automática ao término do prazo, e a Justiça Nacional do Trabalho será extinta, com transferência de competências para a esfera da cidade de Buenos Aires.
Outro ponto controverso é o novo enquadramento de trabalhadores de aplicativos como prestadores independentes, sem vínculo empregatício. Parte da oposição promete recorrer à Justiça, alegando retrocesso de direitos.
A votação ocorreu após mobilização convocada pela Confederação Geral do Trabalho, que classificou a paralisação como massiva. Houve confronto entre manifestantes e forças de segurança nos arredores do Congresso, com registro de detenções.
O governo quer concluir a tramitação antes da abertura das sessões ordinárias, em 1º de março, para transformar a reforma em vitrine política da atual gestão.
BookmarkContinue lendo
Eduardo Bolsonaro articula novas sanções dos EUA contra ministros do STF
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo iniciaram nesta quarta-feira (16), em Washington, uma série de reuniões com integrantes do governo Donald Trump. A...
Flávio Bolsonaro já gastou R$ 55 milhões na campanha; empresário do agro é o maior doador
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (RJ), já gastou R$ 55.710.871,96 na campanha eleitoral, segundo dados oficiais declarados ao Tribunal Superior Eleitoral...
A 40 minutos de Curitiba, empreendimentos praticam o turismo responsável e a agricultura sustentável como ferramentas de segurança hídrica
Uma bacia que integra a tríade de mananciais responsável por abastecer de água uma parcela significativa de Curitiba e Região Metropolitana somada a um município que...
A 18 dias da eleição, Trump volta a atacar e diz que Brasil é “centro de distribuição de cocaína”
Faltando 18 dias para o primeiro turno das eleições, o governo Trump retomou, nesta quarta-feira (16), os ataques ao Brasil e ao governo Lula. Em comunicado...
Brasil invade o Grammy Latino 2026 com Anitta, Criolo e Marisa Monte
A Academia Latina da Gravação divulgou nesta quarta-feira (16) os indicados ao Grammy Latino 2026, que será realizado em 12 de novembro, em Las Vegas, nos...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.





