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PCC teria infiltrado R$ 1 bi em fundo de investimentos da Reag

(Foto: Reprodução)

Relatórios de inteligência financeira encaminhados ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelam a movimentação de cerca de R$ 1 bilhão em direção ao Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) Gold Style, estrutura ligada à gestora Reag. Segundo as comunicações, os recursos teriam origem em empresas apontadas pela Polícia Federal como integrantes de um esquema de lavagem de dinheiro associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os dados, compartilhados com a CPI do Crime Organizado no Senado, abrangem operações realizadas entre 2023 e 2025. Informações do mercado indicam que o fundo possui patrimônio na casa de R$ 2 bilhões, o que reforça o peso das transações identificadas.

Entre os principais repasses, destaca-se o envio de aproximadamente R$ 759 milhões por uma distribuidora de combustíveis investigada por atuar como peça-chave em um esquema de fraudes fiscais e ocultação de recursos em diversos estados.

Também aparecem transferências relevantes de uma fintech apontada como núcleo operacional de movimentação financeira do grupo criminoso, além de outra instituição de pagamento que teria canalizado centenas de milhões de reais de pessoas físicas e jurídicas sob investigação.

Parte dessas operações foi comunicada por instituições financeiras antes mesmo do avanço das investigações policiais. Em outro fluxo identificado, o próprio fundo realizou transferências milionárias para uma empresa que teve ligação com um familiar de um banqueiro já investigado em outros desdobramentos do caso.

A gestora responsável pela administração do fundo também figura como alvo de diferentes frentes investigativas. Apurações indicam que a estrutura de fundos teria sido utilizada para criar um circuito de movimentações financeiras atípicas, com indícios de manipulação de resultados e ocultação de riscos.

Investigadores suspeitam ainda que o modelo adotado, com cotas concentradas, tenha servido para dificultar a identificação dos verdadeiros beneficiários dos recursos, ampliando a complexidade do rastreamento do dinheiro.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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