O empresário e designer de calçados Jorge Bischoff teve suspenso por dois anos o processo no qual responde por importunação sexual contra uma fisioterapeuta, após aceitar uma proposta apresentada pelo Ministério Público do Paraná. A acusação envolve um atendimento de massoterapia realizado em abril de 2024, dentro de um hotel de Ponta Grossa, nos Campos Gerais.
A suspensão condicional impede que o caso siga para julgamento enquanto o empresário cumprir todas as exigências estabelecidas pela Justiça. Entre as condições estão o pagamento de R$ 80 mil a uma entidade assistencial, a proibição de frequentar bares e a necessidade de autorização judicial para viajar ou mudar de endereço.
Segundo a denúncia, a profissional encontrou Bischoff usando apenas um roupão ao chegar ao quarto reservado para o serviço. Durante a massagem, conforme o relato apresentado às autoridades, ele teria feito comentários sexuais, exibido as partes íntimas e solicitado que a fisioterapeuta tocasse sua virilha.
A mulher deixou o hotel assustada e enviou áudios a uma amiga, nos quais demonstrou medo e alívio por ter conseguido sair do local. O Ministério Público considerou essas gravações, o boletim de ocorrência, mensagens encaminhadas pela profissional e outros elementos reunidos durante a investigação.
O inquérito foi conduzido pela delegada Cláudia Kruger, da Delegacia da Mulher de Ponta Grossa, que indiciou o empresário após analisar a denúncia. Para a Promotoria, os atos teriam sido praticados conscientemente e contra a vontade da fisioterapeuta.
Os advogados Renato Tauille e Mario Henrique Ody afirmam que a adesão ao benefício previsto em lei não representa confissão nem reconhecimento de culpa. Segundo os defensores, Bischoff rejeita a acusação e escolheu o acordo para evitar que o processo se prolongasse.
Representante da vítima, o advogado Fernando Madureira avaliou que a decisão ofereceu uma resposta concreta à denúncia e demonstrou a gravidade de condutas sexuais sem consentimento. Ele também destacou a importância de preservar provas, comunicar episódios semelhantes às autoridades e buscar orientação jurídica.
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