Uma semana após a deflagração da Operação Narco Fluxo, a Polícia Federal detalhou novas conexões financeiras que aproximam o funkeiro MC Ryan de empresas investigadas por fraude digital e lavagem de dinheiro. A apuração, conduzida no âmbito da Justiça Federal, aponta que valores oriundos de plataformas suspeitas de apostas ilegais teriam circulado por intermediários até alcançar contas ligadas ao artista.
Segundo os investigadores, o elo direto identificado é Alexandre Paula de Sousa Santos, conhecido como Belga, apontado como assessor e pessoa próxima do cantor desde a infância. Em um intervalo de dois meses, ele recebeu cerca de R$ 2,9 milhões da empresa YCFShop Tecnologia em Ecommerce, já investigada por supostos golpes envolvendo jogos virtuais e retenção indevida de valores de usuários.
Parte desse montante, de acordo com relatórios policiais, foi repassada à empresa MC Ryan SP Produção Artística, somando R$ 2,6 milhões ao longo de seis meses em 2024.
A YCFShop, conforme a investigação, teve contas encerradas por instituições financeiras após indícios de inconsistência nas operações. A empresa também aparece vinculada, em ações judiciais, a outras intermediadoras de pagamento associadas ao bloqueio de plataformas ilegais de apostas, incluindo sistemas que exploravam jogos online amplamente divulgados nas redes.
A Polícia Federal sustenta que esse conjunto de empresas pode integrar uma estrutura mais ampla voltada à circulação de recursos provenientes de apostas clandestinas. No topo desse fluxo estaria a Golden Cat Processamento de Pagamentos, que, segundo a investigação, movimentou mais de R$ 1 bilhão e teria papel central na redistribuição desses valores.
A defesa do artista afirma que busca comprovar a origem lícita dos recursos recebidos e destaca a existência de acordos anteriores com o Ministério Público. Já representantes ligados à Golden Cat negam irregularidades e dizem confiar no andamento do processo judicial.
Bookmark