No último dia 13 de maio, o Intercept Brasil revelou áudios e mensagens em que o pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (RJ), pedia dinheiro ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). Quando o escândalo veio à tona, Flávio prometeu que a produtora responsável pela obra apresentaria uma auditoria detalhando todo o processo de financiamento do longa em um mês.
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“E aí eu quero acrescentar duas coisas que foram os meus pedidos tanto à produtora quanto ao fundo: que eles se organizassem pra fazer uma prestação de contas a todo mundo das despesas que foram feitas em função desse investimento no filme, de forma transparente, em até trinta dias”, alegou o parlamentar na ocasião.
Passados mais de um mês, porém, o senador até agora não esclareceu o destino do dinheiro dado pelo banqueiro para a obra audiovisual. O próprio Flávio admitiu que negociou repasses de US$ 24 milhões, ou R$ 134 milhões de Vorcaro para o filme, e que pelo menos US$ 10,6 milhões ou R$ 61 milhões foram efetivamente repassados.
No último sábado (13) a Go Up Entertainment, produtora do filme, divulgou uma perícia privada contratada pela defesa da empresa, afirmando que o longa teve o custo total de US$ 13,4 milhões, ou R$ 75 milhões. A perícia aponta que o dinheiro veio do fundo de investimentos Havengate Development Fund LP, sediado nos Estados Unidos, e administrado pelo advogado do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, Paulo Calixto.
O laudo, porém, não faz qualquer menção ao dinheiro repassado pelo ex-dono do banco Master. A alegação é de que o contrato possui cláusulas de confidencialidade que impedem que essas informações sejam reveladas.
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