Presidente do Partido Liberal do Rio de Janeiro, o deputado federal Altineu Côrtes, é suspeito de usar uma lavanderia registrada em nome de uma tia de 75 anos para “lavar” dinheiro público desviado durante a gestão do ex-governador do estado, Cláudio Castro (PL-RJ), seu correligionário.
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De acordo com reportagem de O Globo desta quarta-feira (11), a lavanderia industrial Max Clean teve um crescimento de receita de contratos com o governo fluminense multiplicado de R$ 9,6 milhões nos governos anteriores para R$ 78,8 milhões entre 2021 e 2026, período em que Castro comandou a administração estadual.
Além disso, 80% do faturamento da empresa foi conseguido por contratos sem licitação ou Termos de Ajuste de Contas (TACs), usados para pagamentos de serviços emergenciais. A maioria desses contratos é com a Secretaria de Estado da Saúde e atende a hospitais públicos. Dos 23 contratos fechados, 19 foram sem licitação. Questionado, Côrtes alegou não ter participação na administração da lavanderia.
O endereço da Max Clean, em São Gonçalo, região metropolitana do RJ é o mesmo de uma antiga empresa do ramo, a Brasil Sul, que era do pai de Altineu, preso em 2005 pela Polícia Federal por fraudes em contratos com o poder público. O pai do deputado também foi preso em 2009, por suspeita de lavagem de dinheiro.
Formalmente, Alice Maria Ramos Freitas, irmã da mãe de Altineu, é a única sócia da empresa. Na sede da lavanderia, um funcionário disse que no local funcionava a “lavanderia do Altineu”, e disse não conhecer nenhuma Alice.
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