O aumento do número de eleitores com mais de 60 anos no Brasil não vem sozinho: ele é acompanhado por um comportamento eleitoral mais ativo. Nas eleições gerais mais recentes, o grupo de eleitores entre 60 e 69 anos registrou presença nas urnas de 85,7%, índice superior ao observado no conjunto do eleitorado, cuja média de comparecimento foi de 79,1%. Trata-se de um indicativo de que esse grupo, além de numeroso, tem presença consistente nas urnas.
Entre os eleitores acima de 70 anos, cuja participação é opcional, o comparecimento foi menor, mas ainda assim relevante, com 41,1%. Mesmo nesse segmento, a tendência ao longo dos anos é de aumento gradual no engajamento, contrariando a percepção de afastamento político dessa faixa etária.
Outro dado que chama atenção é a redução da abstenção entre os mais velhos. Nas últimas três eleições, o índice caiu de 37,1% para 34,5%. No mesmo período, a taxa geral de abstenção do país apresentou leve crescimento. Esse movimento reforça o protagonismo do eleitor idoso no processo democrático.
Na prática, isso significa que campanhas eleitorais precisam não apenas considerar o tamanho desse público, mas também sua disposição em votar. Com maior presença nas urnas, esse grupo tende a influenciar resultados de forma mais decisiva, especialmente em cenários de disputa apertada.
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