O homem acusado de atirar durante um evento com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi levado à Justiça federal pela primeira vez na segunda-feira (27), em Washington. Ele responde por tentativa de assassinato e outros crimes relacionados ao uso de arma de fogo. Se condenado, pode pegar prisão perpétua.
Na audiência inicial, o suspeito, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, permaneceu sob custódia e não apresentou declaração formal de culpa. O juiz responsável pelo caso determinou que ele siga preso enquanto as investigações avançam. Uma nova sessão já foi marcada para os próximos dias.
De acordo com as autoridades, Allen saiu da Califórnia cerca de três dias antes do ataque e cruzou o país até chegar à capital americana, onde ocorreu o evento. No horário do jantar, ele teria se aproximado rapidamente da área de segurança e efetuado disparos. Um agente foi atingido, mas não sofreu ferimentos graves porque usava colete à prova de balas. O atirador acabou contido no local e preso logo em seguida.
Além da tentativa de assassinato, a acusação inclui transporte de arma com finalidade criminosa e uso de arma de fogo em ação violenta, o que amplia o peso das possíveis penas. A investigação também aponta que o suspeito deixou registros prévios indicando intenção de atacar autoridades. Parte desse material foi encaminhada a familiares antes do episódio e agora integra o inquérito.
Após a audiência, representantes do governo americano afirmaram que os protocolos de segurança foram seguidos, mesmo diante de questionamentos sobre o controle de acesso ao evento. Depois do ataque, Donald Trump afirmou que não se sentiu intimidado, embora tenha reconhecido a gravidade do caso e o risco envolvido.
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