Trump declarou nesta quarta-feira (8) que considera encerrado o acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã após uma nova troca de ataques militares que elevou novamente a instabilidade no Oriente Médio.
A escalada ocorre poucos dias depois de ações retaliatórias iranianas contra interesses americanos na região do golfo Pérsico e reacende o temor de um conflito mais amplo, com reflexos imediatos sobre a economia mundial e o mercado de energia.
Ao participar da cúpula da Otan, em Ancara, na Turquia, o presidente americano afirmou que não vê mais validade na trégua firmada entre os dois países e voltou a adotar um discurso duro contra Teerã.
Apesar das críticas, Trump também deixou aberta a possibilidade de retomar negociações diplomáticas, desde que qualquer entendimento passe por sua aprovação direta. Paralelamente, advertiu que novas ofensivas militares contra o território iraniano continuam sendo consideradas por Washington.
A deterioração da relação ocorre após o Irã atingir três petroleiros que navegavam pelo estreito de Hormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo no mundo. A resposta americana veio com uma ampla operação aérea contra dezenas de instalações militares iranianas localizadas em áreas estratégicas próximas ao golfo.
Em reação, a Guarda Revolucionária informou ter lançado mísseis e drones contra bases dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait, além de anunciar a derrubada de um drone militar americano.
O agravamento do conflito também provocou forte impacto nos mercados internacionais. O petróleo Brent registrou alta de aproximadamente 5%, enquanto bolsas asiáticas e europeias encerraram o dia em queda diante da preocupação dos investidores com possíveis interrupções no fornecimento global de energia.
Enquanto integrantes da Otan defenderam a resposta militar americana como reação ao descumprimento da trégua, autoridades iranianas declararam que o entendimento entre os dois países deixou de existir. Teerã responsabilizou Washington pela nova escalada e afirmou que não pretende recuar diante da pressão militar e econômica exercida pelos Estados Unidos.
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