O corte de árvores realizado no Passeio Público, em Curitiba, provocou questionamentos de frequentadores do parque e motivou pedidos de esclarecimento à Prefeitura. A retirada da vegetação ganhou repercussão nesta semana através de reportagem do portal Plural, justamente às vésperas da realização do evento “Inverno Encantado”, programação prevista para ocorrer entre 19 de julho e 11 de agosto no espaço histórico da capital paranaense.
Moradores que costumam visitar o local relataram surpresa com a quantidade de árvores removidas. Procurada para explicar os motivos da intervenção, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente não apresentou respostas aos questionamentos. Equipes que atuavam no corte também não informaram a justificativa para o serviço.
O anúncio do novo evento turístico ampliou a atenção sobre o caso. Organizada pelo Curitiba Turismo, a programação promete transformar o Passeio Público em um ambiente de experiências imersivas, com projeções holográficas, instalações interativas, apresentações audiovisuais em um domo e um espetáculo de águas dançantes no espelho d’água.
Dados do sistema de autorizações da própria Secretaria Municipal do Meio Ambiente indicam que, ao longo deste mês, não houve registro de pedidos aprovados para corte de árvores no endereço do Passeio Público. A informação sugere que a retirada da vegetação ocorreu por decisão da administração municipal, e não por solicitações encaminhadas por moradores ou usuários do parque.
A situação também chegou ao Legislativo municipal. A vereadora Camilla Gonda (PSB) visitou o Passeio Público e protocolou um pedido de informações para obter esclarecimentos sobre a intervenção. Conforme relatado pela parlamentar, a prefeitura informou ao seu gabinete que a remoção foi autorizada porque parte das árvores apresentava comprometimento estrutural, estava desvitalizada e oferecia risco de queda.
Nas redes sociais, moradores compartilharam imagens das árvores derrubadas e relacionaram o episódio ao corte de vegetação ocorrido na Avenida Arthur Bernardes durante as obras do novo Inter 2. Na ocasião, a intervenção resultou em autuação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que aplicou multas superiores a R$ 525 mil contra o município.
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