A investigação sobre o suposto uso irregular de emendas parlamentares colocou em evidência a relação entre o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, ex-chefe da assessoria parlamentar da Presidência da Câmara durante a gestão de Arthur Lira.
Em decisão divulgada na sexta-feira (10), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontou que a ex-assessora teria atuado como principal articuladora das determinações atribuídas ao dirigente partidário dentro da Câmara dos Deputados.
Segundo Dino, há indícios de que Mariângela e outros dois servidores extrapolaram suas funções administrativas ao organizar, orientar e encaminhar a destinação de emendas conforme interesses atribuídos a Valdemar, que não exerce mandato parlamentar. A apuração da Polícia Federal indica que o grupo teria criado um mecanismo para ocultar a influência do presidente do PL sobre a distribuição de recursos públicos.
As suspeitas ganharam força após a perícia realizada no celular de Mariângela Fialek, apreendido em uma operação da PF no fim de 2025. O conteúdo analisado apontaria a existência de um sistema paralelo para definir e remanejar emendas parlamentares.
Com base nas investigações, Flávio Dino determinou o bloqueio de até R$ 119 milhões em bens de Valdemar Costa Neto, valor correspondente às 21 transferências de recursos analisadas no inquérito.
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