Jorge Bischoff fecha acordo e evita julgamento por importunação sexual
O empresário e designer de calçados Jorge Bischoff teve suspenso por dois anos o processo no qual responde por importunação sexual contra uma fisioterapeuta, após aceitar uma proposta apresentada pelo Ministério Público do Paraná. A acusação envolve um atendimento de massoterapia realizado em abril de 2024, dentro de um hotel de Ponta Grossa, nos Campos Gerais.
A suspensão condicional impede que o caso siga para julgamento enquanto o empresário cumprir todas as exigências estabelecidas pela Justiça. Entre as condições estão o pagamento de R$ 80 mil a uma entidade assistencial, a proibição de frequentar bares e a necessidade de autorização judicial para viajar ou mudar de endereço.
Segundo a denúncia, a profissional encontrou Bischoff usando apenas um roupão ao chegar ao quarto reservado para o serviço. Durante a massagem, conforme o relato apresentado às autoridades, ele teria feito comentários sexuais, exibido as partes íntimas e solicitado que a fisioterapeuta tocasse sua virilha.
A mulher deixou o hotel assustada e enviou áudios a uma amiga, nos quais demonstrou medo e alívio por ter conseguido sair do local. O Ministério Público considerou essas gravações, o boletim de ocorrência, mensagens encaminhadas pela profissional e outros elementos reunidos durante a investigação.
O inquérito foi conduzido pela delegada Cláudia Kruger, da Delegacia da Mulher de Ponta Grossa, que indiciou o empresário após analisar a denúncia. Para a Promotoria, os atos teriam sido praticados conscientemente e contra a vontade da fisioterapeuta.
Os advogados Renato Tauille e Mario Henrique Ody afirmam que a adesão ao benefício previsto em lei não representa confissão nem reconhecimento de culpa. Segundo os defensores, Bischoff rejeita a acusação e escolheu o acordo para evitar que o processo se prolongasse.
Representante da vítima, o advogado Fernando Madureira avaliou que a decisão ofereceu uma resposta concreta à denúncia e demonstrou a gravidade de condutas sexuais sem consentimento. Ele também destacou a importância de preservar provas, comunicar episódios semelhantes às autoridades e buscar orientação jurídica.
BookmarkContinue lendo
Datafolha em 2º turno: Lula tem 46% e Flávio Bolsonaro marca 44%
Na quinta-feira (17), o instituto Datafolha divulgou sua mais nova pesquisa com os números da corrida eleitoral pela Presidência da República. O levantamento foi encomendado pela...
Bolsa Família terá novo piso de R$ 691 a partir de outubro
O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17), no Palácio do Planalto, um reajuste de 15% no Bolsa Família, elevando o valor mínimo mensal de R$ 600...
Veneno nos rios: mercúrio ameaça quase mil comunidades na Amazônia
Ao menos 951 comunidades indígenas e ribeirinhas da Amazônia estão contaminadas por mercúrio ou vivem sob risco de exposição no Brasil, na Bolívia e no Peru....
“Desvinculados”: um terço dos eleitores brasileiros “desistiu” de votar por cansaço e desânimo, revela estudo; maioria é de jovens
Pesquisa Termômetro do Bem Viver, realizada por um projeto da Plataforma Avaaz em parceria com o Datafolha, divulgada esta semana revela que praticamente um terço do...
Fachin desmarca julgamento sobre conduta de Mendonça no caso Master
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, retirou da pauta da sessão plenária da próxima quarta-feira (23) o julgamento de um pedido de...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.





