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Instituto de André Mendonça recebeu R$ 4,8 milhões em recursos públicos em pouco mais de um ano

Na última sexta-feira (21), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Medonça, afirmou em um seminário jurídico em São Paulo que o salário de R$ 46,3 mil mensais recebido pelos magistrados da Corte permite apenas uma “condição média” de vida, que ele classificou como uma “classe B, que não é rica”.

“Um ministro do Supremo te coloca numa classe média de vida. Uma classe B, que nao é rica. O propósito de um magistrado não pode ser ficar rico”, afirmou Mendonça. O ministro também relatou o que chamou de dificuldades da carreira. “Às vezes a gente pede para ter uma vida normal. Mas, na essência, o que eu quero dizer é: não coloquei o coração no poder e no dinheiro, porque você vai se frustrar. Vindo de alguém que chegou no ápice da carreira”, alegou.

Apesar das “agruras” relatadas por ele, Medonça não tem do que se queixar. Reportagem do Estadão de outubro de 2025 revelou que o Instituto de Estudos Jurídicos e Técnicos (ITER), fundado pelo ministro, recebeu pelo menos R$ 4,8 milhões referentes a em contratos com órgãos públicos desde maio de 2024. O instituto oferece cursos e palestras a governos estaduais, prefeituras e tribunais de contas. Os contratos incluem clientes como os governos da Bahia, São Paulo e Piauí, além de tribunais de contas e prefeituras.

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