Adega de R$ 245 mil, mansão e caviar: os “mimos” que o ex-governador bolsonarista do RJ recebeu de organização criminosa
A Polícia Federal (PF) apontou em relatório que o ex-governador do bolsonarista do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) recebeu diversos “mimos” para favorecer a refinaria Refit, comandada por uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e outras fraudes no restado. Relatório da segunda fase da Operação Sem Refino revela que entre esses mimos estariam o uso de uma mansão em Petrópolis, região serrana do RJ, onde teria sido construída sob encomenda do ex-governador – amigo e aliado do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ) – uma adega avaliada em R$ 245 mil; R$ 10,5 mil em caviar; e o pagamento do aluguel da residência de Castro na Barra da Tijuca, bairro da capital fluminense.
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A Operação Sem Refino 2 foi deflagrada em 14 de agosto, com o objetivo de apurar fraudes na concessão de licenças ambientais para a refinaria. De acordo com a PF, as licenças teriam sido concedidas “à revelia das diretrizes dos órgãos técnicos competentes, além de lavagem de capitais ligada ao esquema criminoso”.
Luxo
Segundo o relatório da PF, o esquema criminoso incluía a lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, com o registro de bens de luxo em nome de “laranjas”, como forma de pagar despesas pessoais de Castro. Em troca, o ex-governador teria favorecido os interesses do empresário Ricardo Magro, apontado como líder da organização criminosa.
Degustação
O relatório policial indica, por exemplo, que Castro encomendou uma degustação de caviares de diferentes gramaturas quando estava hospedado no Hotel Emiliano, de cinco estrelas, em São Paulo. O preço foi R$ 10,5 mil, mas o valor foi pago pela empresa AC Santos Participações e Empreendimentos, do advogado Antonio Carlos da Conceição Santos, articulador da lavagem e ocultação de patrimônio do grupo ligado à Refit.
Ainda de acordo com a PF, Castro agia como dono de uma casa em Petrópolis registrada em nome da empresa Concrecasa Construções Inteligentes Ltda. O usufruto da mansão seria uma forma de compensação em troca do favorecimento da empresa Enge Prat Engenharia, do empresário Luiz Fernando Gomes, que assinou R$ 355 milhões em contratos com o governo fluminense, segundo a PF.
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