O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e integrante do Supremo Tribunal Federal, ministro Kassio Nunes Marques, causou forte mal-estar nos bastidores de ambas as Cortes ao nomear Fabiana Cristina Ortega Severo como vice-diretora da Escola Judiciária Eleitoral do TSE.
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Fabiana é esposa do advogado Gustavo Severo, que defendeu no TSE o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), no processo que resultou em sua inelegibilidade — julgamento no qual Nunes Marques votou pela absolvição de Castro.
O ex-governador renunciou ao cargo no dia 23 de março, um dia antes de ser declarado inelegível por 8 anos pelo TSE por 5 votos a 2 – com votos contrários de Nunes Marques e do ministro André Mendonça – ambos indicados para o STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Castro foi condenado por abuso do poder político e econômico nas eleições de 2022, no caso Ceperj/Uerj.
Durante sua gestão, o governo do estado utilizou a Fundação Ceperj (Centro de Estatísticas, Estudos e Pesquisas do RJ) para realizar mais de 18 mil contratações temporárias sem concurso público, sem publicação no Diário Oficial e sem disponibilizar os nomes no Portal da Transparência. Os cargos eram vinculados a projetos sociais criados às pressas como “Esporte Presente” e “Casa do Trabalhador”, cujos orçamentos foram inflados em até 25 vezes às vésperas do ano eleitoral. O esquema movimentou R$ 1,8 bilhão com saque mais de R$ 220 milhões em espécie para a contratação e pagamento de funcionários “fantasmas” que atuavam como cabos eleitorais do governador.
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