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Arquidiocese repudia decapitação de imagem de Nossa Senhora em Cuiabá

A Arquidiocese de Cuiabá divulgou, nesta terça-feira (29), nota de repúdio à decapitação de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, ocorrida na última sexta-feira, na localidade da Cruz do Chilão, no bairro de Santa Helena. O ato de vandalismo aconteceu no mesmo dia em que que viralizou a informação de que evangélicos ligados à campanha do candidato do PL, Flávio Bolsonaro (RJ), teriam a intenção de ressuscitar um projeto para tirar da santa católica o título de “Padroeira do Brasil”.

No documento, a arquidiocese lembra que a Cruz do Chilão “é um importante marco da religiosidade popular cuiabana e carrega uma história que atravessa gerações, reunindo elementos da tradição católica e da cultura dos povos de matriz africana”.

A entidade reforça no texto que a liberdade de consciência e de crença, bem como o livre exercício dos cultos religiosos, “são direitos assegurados pela Constituição Federal”, e que “atos de intolerância, discriminação e violência motivados pela religião podem configurar crimes e devem ser devidamente apurados e responsabilizados pelas autoridades competentes”.

Os bispos destacam ainda que Nossa Senhora Aparecida, é para os católicos, “Mãe protetora e intercessora”, e que outubro marca as festividades das paróquias e comunidades em diversas celebrações e atividades para honrar a santa que é definida como “um dos maiores símbolos da fé católica no Brasil”.

“Repudiamos toda forma de intolerância religiosa, vandalismo e violência contra símbolos de fé”, escreve a entidade, que pede ainda a apuração pelas autoridades e a identificação dos responsáveis.

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