Deputado do PT pede reabertura de investigação sobre “rachadinha” de Flávio Bolsonaro
O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) apresentou ao Ministério Público do Rio de Janeiro uma Notícia de Fato pedindo a retomada das investigações sobre as suspeitas de que Flávio Bolsonaro (PL-RJ), comandava um esquema de desvio de salários de assessores quando era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
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Cofre
A representação aponta novos elementos envolvendo um cofre que Flávio Bolsonaro mantinha em conjunto com Carlos Bolsonaro e o acesso ao local em 26 de novembro de 2012, um dia antes da compra de dois imóveis em Copacabana. A operação, segundo o parlamentar foi registrada em escritura por R$ 310 mil, mas documentos citados na representação apontam pagamento total de R$ 638 mil em espécie.
Falcão sustenta que esses elementos não foram analisados na investigação anterior e são independentes das provas posteriormente anuladas pela Justiça. “Existem novos elementos e eles precisam ser esclarecidos”, afirma o deputado.
Entenda o caso
Em 2018, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) identificou movimentações financeiras atípicas na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, no valor de R$ 1,2 milhão.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) apontou que assessores e “funcionários fantasmas” repassavam parte de seus salários a Queiroz, responsável por centralizar e gerir os valores recolhidos. Os recursos foram lavados de duas formas através de vendas em dinheiro vivo de uma loja de chocolates de uma franquia da Kopenhagen em um shopping do Rio de Janeiro e operações de compra e venda de imóveis no Rio de Janeiro com valores declarados abaixo do valor de mercado e quitação também em espécie.
Em novembro de 2020, o MP-RJ apresentou denúncia contra Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz e outros 15 ex-assessores por peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e apropriação indébita. Em 2021, a quinta turma do Superior Tribunal de Justiça anulou a quebra de sigilo bancário e fiscal do senador. No mesmo ano, o minstro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, invalidou o compartilhamento direto de dados sigilosos e detalhados feito pelo COAF com o MP, arquivando o processo.
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