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Bets atingem 54% das mulheres e 65% não buscam ajuda por vergonha

Um estudo inédito acende um alerta sobre a relação entre o avanço das apostas online e os impactos na saúde mental e financeira das brasileiras. A pesquisa “Mulheres e Bets”, desenvolvida pelo estúdio CLARICE com o Instituto IDEIA e a consultoria Estratégia Latina, aponta que 54% das mulheres no Brasil foram impactadas de forma direta ou indireta pelas plataformas de jogos de azar.

Do total de entrevistadas, 42% afirmam já ter apostado, enquanto 12% sofrem os reflexos causados pelo hábito de amigos ou familiares. Entre os principais problemas relatados estão perdas financeiras (25%), conflitos familiares (24,2%), quebra de confiança (23,5%) e desgaste emocional (20,5%). O Ministério da Saúde ressalta que o vício em jogos pode desencadear quadros graves de ansiedade, depressão e transtornos de humor.

O levantamento revela ainda que 65% das mulheres que tentaram parar de apostar não buscaram apoio por vergonha. A rede pública de saúde oferece acolhimento gratuito e especializado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do SUS.

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