O Brasil abriu 145.161 vagas com carteira assinada em junho, superando a previsão de 115 mil postos feita por economistas consultados pela Reuters. Todos os grandes setores da economia encerraram o mês com saldo positivo, enquanto o estoque de empregos formais chegou ao recorde de 48.032.308 vínculos. Os dados foram divulgados na quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O resultado mensal foi calculado a partir de 2.220.131 admissões e 2.074.970 desligamentos. O setor de serviços liderou a geração de empregos, com 74.514 novos postos e, na sequência, aparecem a agropecuária, com 22.898; o comércio, com 19.177; a indústria, com 14.438; e a construção, com 14.136.
Apesar dos indicadores positivos, o mercado de trabalho formal apresentou perda de ritmo, pois o saldo foi o menor para um mês de junho desde 2020, quando 53.381 vagas foram fechadas durante a crise provocada pela pandemia de Covid-19. Em junho de 2025, o país havia criado 161.999 empregos.
No primeiro semestre, foram contabilizadas 921.645 novas vagas formais. O volume também representa o desempenho mais baixo para o período desde 2020, ano em que o Brasil eliminou aproximadamente 1,4 milhão de postos entre janeiro e junho.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribuiu a desaceleração aos efeitos da política monetária do Banco Central e ao ambiente externo. Crítico da Selic em 14,25% ao ano, ele também mencionou as tarifas comerciais impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e as tensões no Oriente Médio.
Mesmo com o avanço mais moderado, Marinho avaliou que o Caged deverá permanecer no campo positivo durante o restante do ano. A expectativa do ministro é de crescimento gradual, sem uma reversão capaz de levar o saldo de empregos ao terreno negativo.
No acumulado de 2026, os serviços criaram 571.926 vagas. A construção ficou na segunda posição, com 168.962 novos postos.
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