Câmara aprova “PEC da Impunidade” para blindar deputados e senadores da Justiça e da prisão
A Câmara Federal aprovou nesta terça-feira (16), por 353 votos a 134, a “PEC da Impunidade”, que blinda deputados e senadores de ações judiciais por corrupção ou de ordens de prisão por crimes inafiançáveis. Pelo texto, parlamentares só poderão ser processados ou presos após aprovação prévia do Congresso, em votação secreta. Além disso, a proposta estende o foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF) também a presidentes de partidos.
A PEC foi articulada por líderes do Centrão e a bancada de oposição após a decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado na semana passada pelo STF por liderar a trama golpista. No início de agosto, parlamentares do PL – partido do ex-presidente – chegaram a paralisar os trabalhos do Congresso para forçar a votação da matéria.
PEC DA IMPUNIDADE – Centrão e bolsonaristas querem voto secreto para prisão de deputados e senadores
Projeto da anistia defende impunidade para Bolsonaro, Eduardo e, até mesmo, golpistas do futuro
Motta diz que deputados têm “direito” a discutir “PEC da Impunidade”
Prisões poderão ser suspensas por maioria simples
O texto do relator, deputado Cláudio Cajado (PP-BA) estabelece que “desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável, nem processados criminalmente, sem prévia licença de sua Casa”.
Em outro item, a PEC define que a decisão deve ser tomada “por votação secreta da maioria absoluta de seus membros, em até noventa dias a contar do recebimento da ordem emanada pelo STF”.
Mesmo no caso de prisão em flagrante por crime inafiançável, será necessária a autorização, em 24 horas, da Câmara ou do Senado, também por votação secreta. O Legislativo poderá suspender a prisão com maioria simples, ou seja, com o voto de metade mais um dos presentes.
Fim do voto secreto foi aprovado em 2013
Em setembro de 2013, a Câmara aprovou o fim do voto secreto depois de doze anos de discussão. A aprovação só foi viabilizada após a repercussão negativa do caso do então deputado Nathan Donadon (RO), que foi preso por corrupção e continuava exercendo o mandato.
“A partir de agora, deputado vai poder roubar ou matar, que só vai ser processado com autorização dos seus colegas. Isso é uma vergonha”, criticou a deputada Duda Salabert (PDT-MG).
“Passaremos a ser juízes de nós mesmos”, afirmou Chico Alencar (PSOL-RJ). “Isso é um absurdo”, disse o deputado.
BookmarkContinue lendo
Acordo Mercosul-União Europeia completa seis meses com alta de 14,8% nas exportações do agronegócio brasileiro
O acordo entre o Mercosul e a União Europeia completou, no domingo (1º), seis meses de aplicação provisória. Nos primeiros cinco meses de vigência, as exportações...
Livro de agente da PF conta detalhes sobre os 580 dias de Lula na prisão
Quando Luiz Inácio Lula da Silva foi preso, em abril de 2018, o agente da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, Jorge Chastalo Filho, imaginava que...
Ministério da Saúde defende proibição das bets no STF
O Ministério da Saúde defendeu na terça-feira (3), em audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), a manutenção da proibição das bets no Brasil. Ao apresentar...
Janones quer levar às ruas pressão contra volta das bets
O deputado federal André Janones (Rede-MG) cobrou na terça-feira (3) a abertura dos comentários na transmissão da audiência sobre apostas realizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF),...
Sem bets, Flamengo diz que 1,2 mil empregados podem ser afetados
O Flamengo estimou uma perda de R$ 430 milhões em receitas com a proibição das bets no Brasil, durante audiência pública realizada na terça-feira (3), no...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.





