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Em carta após derrota e fuga, Flávio Bolsonaro diz ser o “verdadeiro presidente eleito” do Brasil

Em carta publicada nas redes sociais nesta quarta-feira (28) após fugir para os Estados Unidos depois de ser derrotado no segundo turno da eleição presidencial de domingo (25), Flávio Bolsonaro alega ser “o verdadeiro presidente eleito” do Brasil e afirma, sem provas ou evidências, ter sido “vítima” de uma fraude eleitoral.

“Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania”, afirma o fugitivo.

No documento divulgado após sua chegada a Miami, na Flórida, na manhã de hoje, o candidato afirma ter testemunhado “uma fraude eleitoral se concretizar”, se referindo à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, de prorrogar em duas horas a votação do segundo turno.

Mentira

Na carta, o senador mente ao dizer que a atuação de Zanin “permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno”. Na verdade, menos de 35 mil votos foram registrados entre as 17 horas e 19 horas do domingo, período no qual o ministro prorrogou a votação.

Para justificar a saída do país, Flávio escreveu: “não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”.

No texto, Flávio agradeceu aos governos da Argentina e dos Estados Unidos, e aos presidentes Javier Milei e Donald Trump. O político fugitivo que responde a três inquéritos na Justiça brasileira ainda se compara a figuras históricas que deixaram seus países por supostas perseguições políticas como Rui Barbosa, Charles de Gaulle e os opositores venezuelanos Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado.

Sustentando a narrativa de lawfare e vitimização jurídica, o senador pontuou que “não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime”, classificando as ações judiciais como uma “caça às bruxas politicamente motivada”.

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