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Emendas de Flávio beneficiaram ONG inexistente e empresas investigadas por cartel

Emendas parlamentares do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, financiaram empresas investigadas pela Polícia Federal por suspeita de cartel, além de uma ONG classificada como “inexistente de fato” pela Receita Federal e investigada pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).

Segundo a reportagem do UOL, assinada pelos jornalistas Amanda Rossi, Artur Rodrigues e Tiago Mali, o Instituto de Medicina e Projeto (IMP) recebeu R$ 666 mil em agosto de 2025, provenientes de recursos destinados por Flávio à atenção básica de saúde de Mesquita (RJ).

Em junho de 2026, a Receita Federal classificou a entidade como “inexistente de fato”, apontando indícios de que teria sido constituída para a prática de fraude fiscal.

O TCE-RJ também identificou suspeitas de irregularidades nos contratos entre o instituto e a Prefeitura de Mesquita, que somaram mais de R$ 580 milhões entre 2019 e 2024. Entre os problemas apontados estão indícios de conluio em licitações e documentos assinados com os dados de uma pessoa que havia morrido em 2017.

A investigação identificou ainda repasses de emendas de Flávio a empresas investigadas pela PF por suspeita de fraude em licitações de equipamentos de proteção balística, além de recursos destinados a projetos esportivos e obras públicas que também levantaram questionamentos.

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