Carta contra o trabalho escravo tem adesão de Lula, mas não de Flávio
Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, não assinou até segunda-feira (28) a carta proposta pela Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) aos concorrentes ao Executivo federal. A iniciativa busca comprometer os postulantes com políticas de enfrentamento à exploração de trabalhadores e ao tráfico de pessoas no Brasil.
Encerrado o prazo, também não havia adesão nem resposta ao convite de Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e outros presidenciáveis convidados. A possibilidade de assinatura continua disponível, permitindo que os candidatos formalizem o compromisso posteriormente.
Lula (PT), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) foram os três candidatos que aderiram dentro do período estabelecido. Com a assinatura, assumiram a responsabilidade de tratar essas violações como prioridades caso sejam eleitos.
O documento cobra orçamento e sustentação política para fiscalizações, além de apoio ao cadastro federal conhecido como lista suja, que identifica empregadores envolvidos na exploração de trabalhadores. Também prevê a exoneração de ocupantes de cargos de confiança que se beneficiem de trabalho em condições análogas à escravidão.
- Emendas de Flávio beneficiaram ONG inexistente e empresas investigadas por cartel
- Justiça autoriza quebra de sigilo de oito ex-assessores de Flávio
- Diária de até R$ 35 mil: conheça a “suíte Penthouse” do hotel onde Flávio Bolsonaro participava de “festinhas”, segundo ex-sócio
Na relação com o setor empresarial, a carta orienta os futuros governantes a não promover negócios que tenham recorrido ao trabalho escravo ou infantil. Em contrapartida, propõe incentivar empresas que enfrentem essas práticas entre seus fornecedores e nas demais etapas da produção.
Para trabalhadores resgatados, os compromissos incluem atendimento psicossocial, acesso à escolarização, formação profissional e oportunidades de reinserção econômica e social. Migrantes brasileiros e estrangeiros também devem contar com serviços jurídicos e assistência social mais amplos.
A proteção de defensores de direitos humanos e lideranças envolvidas no enfrentamento à exploração integra as medidas propostas. Criada em 2003, a Conatrae reúne poder público e sociedade civil para acompanhar políticas de erradicação do trabalho escravo, e recorre a compromissos eleitorais para estimular planos e ações governamentais contra esse crime, como já ocorreu em disputas anteriores.
BookmarkContinue lendo
Lula garante renda a mulheres que precisam se afastar do trabalho por violência
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na quinta-feira (1º) um parecer que determina ao INSS a concessão automática de benefício a mulheres vítimas de...
PF aponta ACM Neto como líder de esquema bilionário; candidato nega
ACM Neto, candidato do União Brasil ao governo da Bahia, é apontado como líder de uma organização suspeita de fraudar contratos públicos em relatório da Polícia...
Jovens sem trabalho e fora da escola caem ao menor nível em dez anos
O Brasil registrou, no segundo trimestre de 2026, o menor contingente em dez anos de jovens sem emprego e fora da escola, segundo levantamento do Dieese...
Brasil abastece o mundo, mas depende de fora para 85% dos fertilizantes
A alta dos alimentos no mercado internacional em agosto ampliou a importância do Brasil no abastecimento mundial, enquanto eventos climáticos extremos, conflitos e dificuldades no transporte...
Novo álbum de Cézar Mendes une Caetano, Chico e letras de Arnaldo Antunes
O compositor e violonista baiano Cézar Mendes prepara para outubro o lançamento de seu segundo álbum, gravado desde o segundo semestre de 2025. Produzido por Mario...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.






1 Comentário