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Empresas de homem que apareceu com pessoa negra acorrentada devem mais de R$ 1 milhão

Duas empresas das quais o empresário Carlos Eduardo Martins é sócio acumulam dívidas superiores a R$ 1 milhão, segundo levantamento da Alma Preta divulgado após a repercussão de um vídeo gravado em uma manifestação no Rio de Janeiro. Nas imagens registradas no sábado (24), durante um ato de apoio ao então candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), Martins aparece segurando correntes presas a um homem negro.

As pendências estão ligadas à Previdência, ao estado do Rio e a outros débitos. A Top Gran Comércio de Granitos e Mármores deve mais de R$ 666 mil, enquanto a Cem Locação de Bens Móveis e Serviços soma mais de R$ 386 mil, conforme a reportagem.

As duas companhias funcionam no mesmo endereço, na Estrada da Pedra, em Guaratiba, na zona oeste da capital fluminense. A Top Gran atua no comércio atacadista de mármore e granito, e a Cem Locação trabalha com aluguel de máquinas e equipamentos.

A Alma Preta informou que chegou às empresas por meio de publicações nas redes sociais de Martins e de sua filha e consultou os respectivos CNPJs. Os registros da Receita Federal, segundo o veículo, apontam os dois como integrantes do quadro societário das companhias.

No domingo (25), o Ministério da Igualdade Racial encaminhou um ofício ao Ministério da Justiça e à Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro para pedir a apuração de possível crime de racismo. O documento menciona a legislação que pune práticas discriminatórias e prevê agravamento da pena em determinadas situações, como a divulgação pela internet.

Depois da repercussão das imagens, Martins publicou uma retratação nas redes sociais e afirmou que a cena era uma sátira política, sem intenção racista. Ele disse que o homem acorrentado é seu amigo e pediu desculpas a quem se sentiu ofendido.

A Alma Preta procurou o empresário para comentar as dívidas das empresas, mas informou que não recebeu resposta até a publicação da reportagem.

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