O Republicanos decidiu retirar o senador Cleitinho Azevedo da disputa pelo governo de Minas Gerais e deve oficializar apoio à candidatura de Marcelo Aro (PP), encerrando meses de incerteza sobre quem representaria o grupo nas eleições estaduais.
A definição ocorreu após o parlamentar voltar a indicar, nas redes sociais, que pretendia concorrer ao Palácio Tiradentes, enquanto dirigentes partidários avançavam nas negociações para consolidar uma chapa alternativa ao governo mineiro.
O entendimento foi fechado em uma reunião realizada na noite de terça-feira, que reuniu Marcelo Aro, o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho, responsável pela coordenação da campanha presidencial, e o presidente do PL em Minas, Zé Vitor.
Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, acompanhou parte das tratativas por meio de uma ligação telefônica. O acordo prevê que Aro dispute o governo com o respaldo do PP, PL e Republicanos.
Pelas conversas em andamento, caberá ao Republicanos indicar o nome para a vice-governadoria. Os nomes mais cotados para ocupar a vaga de vice são o ex-prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, irmão do senador Cleitinho, e o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão. Já o PL pretende lançar o deputado Domingos Sávio para uma das vagas ao Senado, enquanto a outra poderá ficar com Republicanos ou PSDB.
Nos bastidores, dirigentes da legenda avaliam que a falta de uma confirmação definitiva por parte de Cleitinho comprometeu a construção da candidatura. Apesar de aparecer à frente nas pesquisas, o senador passou meses alternando sinais sobre disputar ou não o governo, situação que se intensificou após a morte de seu irmão, Matheus Azevedo, em julho.
Em nota oficial, assinada pelo presidente estadual Euclydes Pettersen, o Republicanos afirmou que manteve diálogo e aguardou uma definição até a convenção estadual, mas concluiu que não havia condições de manter o projeto diante das sucessivas indefinições.
Marcos Pereira também manifestou insatisfação com a condução do processo e defendeu que uma candidatura exige compromisso claro e previsibilidade. Cleitinho foi procurado pela reportagem original, mas não se pronunciou sobre a decisão.
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