Skip to content Skip to footer

Fim das convenções mostra que nem direita confia em Flávio Bolsonaro

Com o fim das convenções partidárias que definem candidaturas e alianças para as eleições de outubro, nesta quarta-feira (05), já é possível concluir que nem a direita brasileira confia em Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Apesar dos bons índices de intenção de voto nas pesquisas e o apoio de parcela significativa do eleitorado mais conservador, o senador não conseguiu atrair nenhum partido para sua chapa.

Legendas de direita e do Centrão, como Republicanos, e a União Progressista formada por União Brasil e PP, que naturalmente tenderiam a fechar com o candidato do PL preferiram manter distância dele no primeiro turno. Tanto que o senador foi obrigado a se lançar na disputa com “chapa pura”, com a indicação do deputado federal Alfredo Gaspar, do PL de Alagoas como vice, por pura falta de opção.

Mais do que a perda de espaço na propaganda eleitoral de rádio e TV, esse isolamento também deixa Flávio Bolsonaro sem palanques relevantes em estados fundamentais como Rio de Janeiro e Minas Gerais, que podem ser decisivos para o resultado da eleição.

A título de comparação, em 2022, o pai de Flávio, o então presidente Jair Bolsonaro, teve o apoio tanto do PP quanto do Republicanos já no primeiro turno.

A situação também contrasta com o presidente Lula (PT), que concorrerá a um novo mandato com o apoio de todos os partidos do campo progressista. É a primeira vez que 7 siglas de esquerda e centro-esquerda – PT, PV, PCdoB, PSB, PSOL, Rede e PDT – se unem em torno de uma única chapa para a disputa presidencial. Desde a primeira eleição direta para a Presidência, em 1989, após o longo período da ditadura militar, os partidos progressistas seguiram mais pulverizados.

Bookmark

Deixe seu comentário