Flávio minimizou denúncias da Covaxin e defendeu em CPI empresa que lhe deu Rolex e festa com prostitutas
Flávio Bolsonaro defendeu a Precisa Medicamentos, investigada por suspeitas de irregularidades na negociação da vacina Covaxin, e articulou uma reunião no BNDES para discutir outro negócio ligado ao dono da empresa, segundo reportagem da piauí. O senador elogiou a companhia na CPI da Pandemia, apesar dos questionamentos sobre o contrato, e participou da conversa sobre financiamento público para uma empresa de telecomunicações.
A Precisa representava o laboratório indiano Bharat Biotech nas tratativas para fornecer vacinas contra Covid ao governo de Jair Bolsonaro. O contrato previa R$ 80 por dose, acima dos R$ 56,30 da Pfizer e dos R$ 18 da AstraZeneca mencionados pela reportagem.
Durante a CPI, Flávio apresentou a atuação da empresa como uma iniciativa para economizar dinheiro público. Também minimizou as denúncias argumentando que nenhum pagamento havia ocorrido, e o acordo acabou encerrado sem desembolso após suspeitas levantadas sobre a negociação no Ministério da Saúde.
Em outubro de 2020, o senador participou de uma videoconferência com Francisco Maximiano, proprietário da Precisa, e Gustavo Montezano, então presidente do BNDES. A reunião discutiu possibilidades de crédito para uma empresa de telecomunicações vinculada ao empresário.
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O encontro aconteceu três meses depois de uma festa em uma lancha organizada por empresários da Precisa para agradar a Flávio, conforme relato da piauí. A revista relata que a confraternização teve prostitutas e terminou com a entrega de um relógio Rolex ao parlamentar.
Após a divulgação da reunião, Flávio admitiu ter solicitado que Montezano ouvisse a proposta de Maximiano, mas negou relações comerciais ou financeiras com ele. O banco informou que nenhum financiamento foi contratado.
Na CPI, Maximiano negou que Flávio tivesse intermediado seu acesso à cúpula da Saúde e permaneceu em silêncio sobre eventual aproximação com Jair Bolsonaro. A piauí utilizou documentos financeiros, registros aéreos e relatos de fontes para reconstruir os contatos entre o senador e os empresários.
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