Flávio pede cassação de Lula e mira sindicatos, UNE e MST no TSE
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral na quarta-feira (14) para pedir a cassação das candidaturas de Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) e limitar a mobilização de organizações que apoiam a reeleição presidencial. A ação acusa os candidatos e 54 dirigentes de utilizar estruturas sindicais, estudantis e de movimentos sociais para cometer abusos eleitorais durante a disputa.
O processo menciona entidades como CUT, UNE e MST, mas tem somente pessoas físicas como investigadas. Os advogados alegam abuso de poder econômico e político, além de uso indevido dos meios de comunicação, acusações que dependem de comprovação e julgamento.
Entre as medidas urgentes, a campanha pede que sedes, funcionários, veículos, dinheiro e canais institucionais deixem de ser usados para promover Lula ou atacar Flávio até 25 de outubro. A restrição pretendida inclui redes sociais, jornais, sites, aplicativos de mensagens e cadastros de filiados, preservando, segundo a petição, manifestações individuais.
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Também foi solicitado o fechamento, em 24 horas, de um comitê favorável ao presidente instalado no sindicato dos trabalhadores dos Correios do Rio de Janeiro. Outro pedido busca impedir o armazenamento e a distribuição de materiais eleitorais em espaços de instituições públicas de ensino.
A campanha cita uma declaração sobre recursos sindicais destinados a comitês, mas reconhece não ter apresentado prova de transferência para a campanha oficial de Lula. Para investigar eventual financiamento irregular fora da contabilidade eleitoral, solicita registros bancários, documentos contábeis e informações sobre despesas das organizações.
A petição prevê pedidos de multas, preservação de dados nas plataformas digitais e inelegibilidade por oito anos ao término do processo. Trata-se da sétima ação de investigação eleitoral apresentada pela campanha de Flávio contra Lula, segundo o documento, e a existência de mobilização organizada não demonstra, por si só, abuso eleitoral, cuja caracterização dependerá da análise das provas pela Justiça.
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