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Investigado por ligação com o PCC usou estrutura do governo de SP

(Foto: Reprodução)

A Polícia Civil de São Paulo investiga o uso do heliponto do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, por um empresário apontado como operador financeiro do PCC. O episódio ocorreu em março de 2022, no fim da gestão de João Doria, e passou a integrar uma apuração mais ampla sobre a infiltração da facção em estruturas públicas.

Segundo a investigação, o empresário João Gabriel de Melo Yamawaki, atualmente preso sob suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, teria pousado no local após autorização intermediada pelo então ex-vereador de Santo André Thiago Rocha de Paula. Ele também foi detido e é tratado pelos investigadores como possível elo político da organização criminosa.

Após o desembarque no palácio, Yamawaki seguiu até o estádio do Morumbi, nas proximidades, onde assistiu a uma partida de futebol. A suspeita de que o acesso ao heliponto oficial tenha sido facilitado por articulações externas levanta questionamentos sobre eventuais brechas nos protocolos internos do governo paulista.

Pessoas próximas ao ex-governador afirmam que esse tipo de autorização não passa diretamente por seu gabinete, sendo responsabilidade da Casa Militar. Já a atual gestão estadual não se manifestou sobre o caso até o momento.

A investigação ganhou força com a deflagração da Operação Contaminatio, realizada nesta semana. A ação resultou na prisão de seis suspeitos, além do cumprimento de dezenas de mandados de busca e apreensão e no bloqueio de mais de R$ 500 milhões em bens ligados ao grupo.

De acordo com a polícia, o esquema teria se expandido para além do tráfico, com atuação estruturada na lavagem de dinheiro e tentativa de acesso a recursos públicos. Há indícios de que a organização tenha criado um núcleo voltado à influência política, incluindo o apoio a candidaturas alinhadas aos seus interesses.

Também foram identificadas conexões com agentes públicos em administrações municipais, o que reforça a linha de investigação sobre a presença da facção em espaços institucionais.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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