Júri do caso Henry bate recorde e vira o mais longo do estado do RJ
O julgamento que apura a morte do menino Henry Borel, de 4 anos, alcançou na segunda-feira (1º) o oitavo dia consecutivo de sessões no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, tornando-se o mais longo da história recente do Tribunal do Júri fluminense. O processo envolve o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e a mãe da criança, Monique Medeiros, acusados pela morte ocorrida em março de 2021.
A audiência desta segunda foi marcada pelo depoimento de um médico-legista que participou da elaboração dos laudos periciais relacionados ao caso. Durante o testemunho, o especialista reafirmou a conclusão de que a morte da criança foi provocada por uma grave lesão interna no fígado, causada por um impacto contundente. Segundo ele, inspeções realizadas no apartamento onde Henry vivia não identificaram móveis ou objetos que pudessem justificar o ferimento por acidente doméstico.
O perito também esclareceu inconsistências encontradas em documentos produzidos durante a investigação, classificando erros relacionados a informações cadastrais como falhas de preenchimento sem impacto nas conclusões técnicas do exame.
Ao longo da sessão, imagens periciais foram exibidas aos jurados. Em um dos momentos mais delicados do julgamento, Monique Medeiros deixou o plenário enquanto o material era apresentado. Situação semelhante já havia ocorrido em audiência anterior.
Desde o início da fase de instrução perante os jurados, foram ouvidas testemunhas convocadas pela acusação, pelas defesas e pelo próprio juízo. Entre elas estão familiares, profissionais da área médica, investigadores, ex-companheiras de Jairinho e a ex-babá de Henry, que relatou ter alertado a mãe do menino sobre possíveis sinais de agressão antes da morte.
A expectativa é que os depoimentos sejam concluídos ainda nesta semana. Os dois réus devem ser interrogados nos próximos dias, antes das sustentações finais dos advogados e da definição do veredito pelo Conselho de Sentença, formado por sete jurados.
Continue lendo
Genocídio: estudo revela que 258 indígenas foram assassinados no Brasil em 2025
Dados divulgados nesta quinta-feira (13) pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) mostram que 258 indígenas foram assassinados em 2025 no Brasil, número superior aos 211 casos registrados...
Suspeito de chefiar esquema milionário no INSS se entrega à PF
O presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes, apresentou-se à Polícia Federal na noite de quarta-feira (12), após ser considerado foragido....
Renan Santos diz que Flávio Bolsonaro simulou filiação ao Missão para posar de vítima e desafia candidato do PL para “acareação”
O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou nesta quinta-feira (13), que a filiação do candidato do PL, Flávio Bolsonaro (RJ), partiu do...
20 anos depois, STJ reconhece massacre “Crimes de Maio” como grave violação dos direitos humanos
Vinte anos após o episódio que ficou conhecido como “Crimes de Maio”, em que 545 pessoas foram mortas pela polícia de São Paulo em represália a...
Com produção de Russo Passapusso, Vandal reinventa a Bahia em álbum com rap, pagodão e samba-reggae
O rapper baiano Vandal lança nesta quinta-feira (13) o álbum “Vanguardah”, trabalho que aproxima o rap do samba-reggae e do pagodão para construir um retrato atual...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.





