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Enquanto EUA pressionam, China avança e fortalece parceria com o Brasil

(Foto: Ricardo Stuckert/PR)

A cooperação entre Brasil e China ganhou novo impulso na segunda-feira (1º), durante uma série de encontros diplomáticos realizados em Pequim. Em meio a um cenário internacional marcado por disputas geopolíticas e incertezas econômicas, representantes dos dois países discutem o fortalecimento das relações bilaterais, com foco em comércio, agricultura, investimentos e articulação entre nações emergentes.

A agenda reúne o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e autoridades chinesas, incluindo o chanceler Wang Yi e o vice-presidente Han Zheng. O encontro faz parte da quinta edição do Diálogo Estratégico China-Brasil, mecanismo criado para ampliar a cooperação entre os dois governos em áreas consideradas prioritárias.

Embora o contexto internacional esteja marcado por tensões envolvendo os Estados Unidos, as conversas em Pequim têm sido conduzidas com atenção voltada principalmente aos interesses comuns entre brasileiros e chineses. Entre os temas debatidos estão os impactos de conflitos internacionais sobre a economia global, além da atuação do Brics e do chamado Sul Global diante dos desafios atuais.

Um dos pontos centrais das negociações é o setor agrícola. A China consolidou-se como principal fornecedora de fertilizantes ao mercado brasileiro, superando a Rússia em volume de exportações para o país. Atualmente, mais de um quarto dos fertilizantes importados pelo Brasil tem origem chinesa, insumo considerado essencial para manter a produtividade do agronegócio nacional.

Durante as reuniões, os governos concordaram em ampliar as conversas técnicas para garantir o abastecimento da próxima safra. A preocupação brasileira cresce diante das instabilidades em rotas estratégicas do comércio internacional, que podem afetar o fornecimento de produtos essenciais.

Os números reforçam a relevância da parceria. O intercâmbio comercial entre Brasil e China atingiu um novo recorde em 2025, ultrapassando US$ 170 bilhões. Além do avanço econômico, autoridades chinesas sinalizaram interesse em aprofundar a cooperação de longo prazo, destacando o papel dos dois países na construção de alianças entre economias em desenvolvimento e na busca por maior estabilidade internacional.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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