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Justiça manda mulher de senador eleito do RJ apagar vídeo incentivando “demissão de petistas”

A Justiça do Trabalho determinou que a advogada Lais Jordy, ex-candidata a deputada federal pelo PL do Rio de Janeiro e esposa do senador eleito, Carlos Jordy (PL-RJ), remova de suas redes sociais vídeo na qual ela defendia que empresários demitissem “petistas” após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais.

No vídeo, Lais declarou: “a todos os empresários do Brasil. Vocês que acordam cedo, que trabalham duro, que pagam impostos em cima de impostos para manter o seu negócio. Eu quero falar o seguinte: demita um petista. Sabe por quê? O voto dele prejudica o teu negócio, prejudica a tua família, prejudica a tua vida. E vocês merecem respeito”.

Para o juiz Hernan Fleury Chaves Ribeiro, “a divulgação de conteúdo de tal gravidade por pessoa pública em plataforma de alcance massivo – perfil de rede social com mais de duzentas e trinta e três mil contas seguidoras – confere à mensagem extraordinária velocidade de multiplicação e compartilhamento. E a permanência do vídeo potencializa a hostilidade no meio ambiente do trabalho, “incitando empregadores a promoverem retaliações e dispensas discriminatórias, o que fragiliza a estabilidade das relações de trabalho e atinge a subsistência de trabalhadores em razão de suas convicções políticas e partidárias.”

Na ação, o MPT-RJ também requer o pagamento de indenização por danos morais coletivos em valor não inferior a R$500 mil.

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