Lula monitora irmãos Bolsonaro e calcula reação a Trump
O governo Lula monitora a permanência de Flávio e Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e considera improvável uma ofensiva contra o Brasil nas próximas semanas. A avaliação do Palácio do Planalto é que qualquer tentativa de ampliar pressões comerciais ou sanções individuais dependerá do respaldo da administração de Donald Trump.
Embora os próximos movimentos dos irmãos sejam desconhecidos, auxiliares da Presidência entendem que a viagem do senador pode trazer consequências políticas negativas para ele. O afastamento abriria espaço para outras lideranças da direita, entre elas o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Diante desse cenário, o Planalto pretende ajustar suas manifestações conforme os acontecimentos, sem antecipar respostas ou alimentar o confronto. A leitura interna é que Lula ganhou força com o resultado eleitoral brasileiro e que uma eventual derrota de Trump nas eleições americanas de novembro reduziria as condições para novas investidas.
Na área diplomática, o governo acompanha a situação da embaixadora brasileira em Washington, cujo visto foi cancelado em agosto. A medida foi associada à demora de Brasília em autorizar a nomeação do representante escolhido pela Casa Branca para assumir a embaixada americana no Brasil.
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Desde então, a diplomata enfrenta restrições para viajar, pois não teria garantia de retorno aos Estados Unidos caso deixasse o território americano. Uma possível ordem de expulsão continua entre os riscos acompanhados pelo governo brasileiro, embora assessores considerem essa hipótese pouco provável no momento.
As declarações de Trump levantando suspeitas sobre a eleição brasileira entraram no radar da Presidência, mas não alteraram a avaliação de que seu envolvimento tende a ser limitado.
Ainda assim, integrantes do governo americano poderiam dar sustentação às acusações apresentadas pelos Bolsonaro, enquanto o Planalto aposta no apoio internacional recebido pelo Brasil para conter novas pressões e preservar sua posição nas relações diplomáticas, especialmente diante de eventuais medidas de Washington.
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