Médica é denunciada por tentar impedir pacientes de votar no PT
Uma médica do Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara, em Goiânia, foi denunciada ao Ministério Público Federal por supostamente orientar a suspensão de altas para impedir pacientes de votar no domingo (4). Segundo a denúncia, a ginecologista e obstetra enviou a ordem a um grupo de WhatsApp da unidade na sexta-feira (2), alegando que a maioria das mulheres internadas seria simpatizante do PT.
A mensagem, publicada por volta das 16h58, era dirigida aos profissionais escalados para a enfermaria durante o sábado e o domingo de eleição. No conteúdo encaminhado ao MPF, a médica teria pedido que nenhuma paciente recebesse alta nesses dias e acrescentado uma figurinha de Jair Bolsonaro fazendo um gesto de aprovação.
A manifestação recebeu reações de pelo menos 12 integrantes do grupo, incluindo símbolos de riso, concordância e bandeiras brasileiras. Dois colaboradores também responderam à publicação, um deles demonstrando concordância por escrito e outro usando emojis de gargalhada, conforme o relato que acompanha a denúncia apresentada ao órgão federal.
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As conversas entregues ao Ministério Público incluem ainda uma mensagem da noite anterior, na qual a profissional teria associado avaliações de estudantes à escolha eleitoral. Na quinta-feira (1º), às 20h58, ela prometeu nota máxima no rodízio de medicina a quem votasse em Flávio Bolsonaro, candidato do PL identificado pelo número 22.
Essa publicação reuniu 16 reações, entre corações, continências e bandeiras, além de uma resposta de apoio no grupo de profissionais da maternidade. Os registros foram encaminhados a um advogado por um interno de medicina subordinado à médica e serviram de base para a denúncia protocolada na própria sexta-feira.
O material apresentado descreve uma tentativa de vincular decisões sobre altas hospitalares e notas acadêmicas a preferências partidárias dentro da unidade municipal de saúde. O texto disponível não informa se pacientes chegaram a ser impedidas de sair, nem apresenta posicionamento da médica, do hospital ou do MPF.
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