MST espalha sementes no Vale do Rio Doce para recuperar área degradada
Famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) semearam espécies nativas no assentamento Ulisses Oliveira, em Jampruca, no Vale do Rio Doce, como parte de um mutirão nacional iniciado em 19 de setembro para recuperar áreas degradadas e enfrentar os efeitos da crise climática. A atividade usa a chamada muvuca de sementes, técnica que mistura espécies diferentes para favorecer a volta da vegetação e ampliar a biodiversidade.
A semeadura ocorreu em um terreno onde as famílias já acompanham o crescimento espontâneo de plantas nativas. Como a área foi bastante afetada e hoje tem predominância de aroeiras, o plantio direto de sementes busca criar melhores condições para que outras espécies se desenvolvam.
Parte do material utilizado vem de grupos organizados nos assentamentos da Bacia do Rio Doce. Ao todo, oito núcleos reúnem mais de 400 pessoas que identificam árvores, coletam sementes e preparam o material para armazenamento e plantio.
A participação das mulheres ganhou força nesse trabalho, especialmente no Núcleo Maritacas, instalado no assentamento Ulisses Oliveira. Além de contribuir para a restauração, a coleta permite que as famílias mantenham suas próprias sementes e reconheçam as árvores que poderão fornecer material para novos plantios.
- Candidatos da Amazônia acumulam mais de R$ 176 milhões em multas ambientais
- Alexandre Pires entra na mira da PF em investigação sobre garimpo na Terra Yanomami
- 91% dos brasileiros querem propostas para mudanças climáticas nas eleições de 2026
A iniciativa integra um programa de agroecologia desenvolvido pelo MST na região desde 2019, com recursos previstos em acordo firmado após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana. Segundo o movimento, 436 famílias de oito assentamentos participam das atividades de coleta, produção e semeadura.
O programa informa ter coletado 16 toneladas de sementes e plantado 500 mil mudas de árvores nativas e frutíferas. Também registra a restauração de áreas individuais e coletivas e prevê o plantio de outras 450 mil mudas no próximo período.
O mutirão nacional segue até 3 de outubro, com ações voltadas à conservação ambiental e à produção de alimentos. No Vale do Rio Doce, o trabalho reúne restauração, formação comunitária e atividades com escolas, ampliando a participação das famílias no cuidado com o território.
BookmarkContinue lendo
BOMBA! PF obtém emails que apontam uso da mesma conta bancária por Flávio e responsável pelas fraudes no INSS
Emails obtidos pela Polícia Federal indicam que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, tinha vínculo com uma conta do Santander associada ao advogado Willer Tomaz, investigado...
Grávida e sem carteira assinada: ex-funcionária levou loja de Flávio Bolsonaro à Justiça
Uma ex-funcionária da franquia Kopenhagen de Flávio Bolsonaro, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, procurou a Justiça do Trabalho após ser dispensada quando estava...
TSE manda Lula, Janja e deputados apagarem publicações contra Flávio Bolsonaro
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, na quinta-feira (8), a exclusão de vídeos publicados pelo presidente Lula (PT), pela primeira-dama Janja e pelos deputados André Janones...
Letrux toma conta do Teatro Ipanema no Rio com música, teatro e convidados
Letrux e Arthur Braganti apresentam, em outubro, a temporada Terças Tremendas no Teatro Municipal Ipanema Rubens Corrêa, no Rio de Janeiro, com shows às 20h que...
Racismo e misoginia no WhatsApp: polícia investiga estudantes da UFMT
A Polícia Civil investiga denúncias de racismo e misoginia atribuídas a estudantes de Economia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), após mensagens circularem em grupos...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.






2 Comentários