O avanço do agronegócio seguiu como principal responsável pela destruição da vegetação nativa no Brasil em 2025, apesar da redução registrada nos índices nacionais de desmatamento. Dados do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD 2025), divulgados na quarta-feira (27) pela organização MapBiomas, mostram que o país perdeu 984,7 mil hectares de cobertura vegetal ao longo do ano, uma média diária equivalente à área do arquipélago de Fernando de Noronha.
O levantamento aponta que 99% da devastação ocorreu em áreas destinadas à expansão agropecuária. Embora o volume total represente queda de 20,6% em comparação com 2024, a destruição continuou em ritmo elevado, com cerca de 2,7 mil hectares derrubados por dia, ou 112 hectares por hora.
Segundo o relatório, esta foi a primeira vez, desde o início da série histórica em 2019, que o Brasil ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados em um único ano. Ainda assim, o acumulado dos últimos sete anos supera 10,9 milhões de hectares de vegetação nativa perdidos, área maior que o território do estado de Pernambuco.
O Cerrado permaneceu como o bioma mais pressionado do país. Foram mais de 540 mil hectares devastados na região em 2025, o equivalente a mais da metade de toda a área desmatada no Brasil. A Amazônia apareceu na sequência, com quase 290 mil hectares destruídos. Juntos, os dois biomas concentraram mais de 84% da devastação registrada no território nacional.
Entre os estados, o Maranhão liderou o ranking de desmatamento, com mais de 154 mil hectares destruídos. Em seguida aparecem Piauí, Bahia, Tocantins e Mato Grosso, todos acima da marca de 100 mil hectares devastados em 2025. O relatório também destaca perdas expressivas no Pará, Amazonas e Minas Gerais.
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