Às vésperas da votação pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6 X 1, representantes dos patrões de diversos segmentos empresariais lançaram um intenso lobby para pressionar os deputados a rejeitarem a medida ou adiarem a votação.
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Na semana passada, a Confederação Nacional da Indústria e mais 400 entidades lançaram um manifesto contra a mudança acenando com as ameaças que sempre surgem quando se discutem direitos dos trabalhadores: aumento de custos, demissões e inflação. Ao mesmo tempo, representantes desses segmentos foram à Brasília para pressionar os parlamentares a não votarem a proposta, que está pautada para esta quarta-feira (15).
O relator na CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), rebateu as alegações dos empresários, lembrando que os mesmos receios foram apresentados em 1988, quando a jornada caiu de 48 para 44 horas semanais, e não se concretizaram. O relator indicou que a tendência é pela aprovação da admissibilidade do projeto, sinalizando que a “acomodação” de certos setores em não negociar alternativas torna necessária uma sinalização legislativa clara.
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