Com muita coragem, Preta Gil nos deixou um alerta de saúde
A artista não escondeu as dores de seu tratamento e discutiu abertamente os problemas causados pelo câncer no intestino
A morte da cantora e empresária Preta Gil trouxe para os holofotes a importância de se debater abertamente os casos de câncer no intestino. O drama da artista, que fez questão de alertar e educar a sociedade, expôs uma realidade que nem sempre é abordada: o tumor age de forma silenciosa até as suas fases mais avançadas, quando as chances de cura diminuem consideravelmente e os tratamentos se tornam mais complexos.
O exame de rotina para detectar esse tipo de câncer é fundamental, e a indicação é para que o rastreamento comece a partir dos 50 anos. Entretanto, quem já tem histórico familiar, ou desenvolveu pólipos, Doença de Crohn e outras inflamações crônicas, o ideal é conversar com um médico de confiança para começar o procedimento o quanto antes.
Existem dois métodos que podem fazer toda a diferença durante esse processo: realizar um teste de sangue oculto nas fezes, para detectar focos de sangramentos; e a colonoscopia, indicada para o flagrante e a retirada de pólipos, antes que eles evoluam para o câncer.
Cerca de 45 mil novos diagnósticos de casos de câncer de cólon e de reto foram detectados entre 2023 e 2025, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer. Majoritariamente, atinge sobretudo as mulheres, sendo o 3ª tumor mais frequente no Brasil, subindo para a 2ª posição no Sudeste.
Entre os fatores de risco estão o consumo de álcool, cigarro e ultraprocessados, além de uma dieta pobre em fibras, excesso de peso e sedentarismo. Mas as mudanças de hábito reduzem consideravelmente o risco de desenvolvimento da doença.
É preciso ter atenção a alguns sintomas, principalmente se começarem a aparecer em excesso. São eles: diarréia ou prisão de ventre persistentes; sangue nas evacuações; dores abdominais; e perda de peso sem motivo. Todos eles são sinais de alerta, mas o surgimento deles, quase sempre, simbolizam que o tumor já cresceu.
O câncer colorretal, desde que detectado bem em seu início, possui uma taxa de cura superior a 90%. Os exames de colonoscopia e de fezes podem ser realizados em clínicas privadas e nos diversos centros do SUS, de forma gratuita.
Além de mudar a forma de alimentação, incluindo frutas, verduras e grãos integrais, o melhor modo de enfrentar o problema é moderar o uso de bebida alcóolica e abandonar o cigarro. Além de marcar aquela consulta que vem sendo adiada.
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