O vereador Bruno Ziliotto (PT) acionou o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) após registrar um grupo estudantes da escola Pré-Militar Unibe entoando cânticos de extrema violência durante uma marcha em Florianópolis. O episódio envolve alunos de um curso preparatório privado que foram flagrados correndo pelas ruas da capital catarinense proferindo frases como “miro na cabeça, atiro para matar” e referências a “espancar até matar” e “jogar a cabeça no mar”.
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“É isso que crianças e adolescentes cantam a plenos pulmões no centro de Florianópolis. Segundo informações, a marcha era composta por alunos de uma escola privada e foi registrada na praça XV, em plena luz do dia. Um absurdo completo”, criticou.
A denúncia protocolada pelo parlamentar busca a investigação do curso por incitação à violência e potencial violação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo Ziliotto, o conteúdo das marchas promove a desumanização e a apologia ao crime, sendo incompatível com atividades educativas para menores de idade. O vereador também registrou um Boletim de Ocorrência, classificando a prática como parte de um “projeto fascista de educação” que utiliza a manipulação de jovens.
Em sua defesa, a instituição responsável pelo treinamento afirmou que os cânticos possuem caráter “motivacional” e são “uma prática amplamente utilizada pelas Forças Armadas e instituições militares com o objetivo de desenvolver disciplina, condicionamento físico, resistência, trabalho em equipe e, principalmente, valores como respeito, hierarquia e superação”.
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