Governo corre para barrar tentativa de anistia a bolsonaristas
A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados no processo do golpe abriu uma nova frente de disputa política: a pressão pela anistia no Congresso. Embora considerada improvável neste momento, a possibilidade de votação do tema na Câmara já movimenta tanto a base governista quanto a oposição.
Líderes do Centrão e do bolsonarismo tentam aproveitar o clima pós-julgamento para forçar o presidente da Casa, Hugo Motta, a pautar um projeto de anistia em regime de urgência já na próxima semana. Motta, no entanto, resiste. Fontes próximas ao deputado afirmam que ele não deseja enfrentar o Supremo Tribunal Federal, que encerrou o julgamento apenas ontem, nem desgastar sua posição de equilíbrio político.
A dificuldade da oposição também está na falta de consenso interno: parte defende uma anistia ampla, geral e irrestrita, enquanto outra prefere uma proposta mais restrita, limitada a redução de penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro.
- Eduardo Bolsonaro sugere envio de caças dos EUA ao Brasil
- “Se o ministro Fux não quiser as provas, é um problema dele”, diz Lula em entrevista
- Prisão, inelegibilidade e futuro político: entenda a situação de Bolsonaro
Do lado do governo, a ordem é clara: trabalhar para barrar qualquer iniciativa. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, reiterou que o Executivo é contrário a qualquer tipo de anistia. Apesar disso, nos bastidores, o Planalto já admite que poderá ser obrigado a enfrentar o tema em plenário e prepara estratégias para derrotar a proposta, caso seja colocada em votação.
Hoje, a oposição diz ter 280 votos assegurados, número acima dos 257 necessários. O desafio do governo, portanto, seria reverter pelo menos 24 parlamentares para impedir a aprovação. A disputa, que parecia distante, pode ganhar força já nos próximos dias.
A decisão final está nas mãos de Hugo Motta, que terá de abandonar a postura de neutralidade e assumir um lado, mesmo sabendo que isso significará desagradar parte do tabuleiro político.
Continue lendo
Mulheres lideram 24% da agricultura familiar no Nordeste
As mulheres estão à frente de 24% dos estabelecimentos de agricultura familiar no Nordeste, a maior proporção entre as regiões brasileiras. Apesar da participação expressiva na...
Kataguiri ecoa outros políticos da direita e diz que Flávio não faria impeachment no STF por ter rabo preso
O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) afirmou que Flávio Bolsonaro (PL), caso seja eleito presidente, não teria disposição para levar adiante pedidos de impeachment contra ministros...
Trump fecha negócio com Paraguai para alimentar data center com energia de Itaipu
Os Estados Unidos anunciaram um acordo entre uma empresa estadunidense e uma companhia paraguaia para construir um centro de computação de alto desempenho abastecido pela energia...
Otoni de Paula denuncia gestão de Flávio e milícia em hospitais federais na pandemia
O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) denunciou o senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre exercer influência sobre contratos, contratações e nomeações nos hospitais federais do Rio...
Daniella Marques quer fechar única indústria de semicondutores da América do Sul
Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) e ex-presidente da Caixa Econômica Federal, apontou a estatal como uma das empresas que poderiam...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.





