Skip to content Skip to footer

MP pede exumação do cão Orelha

(Foto: Polícia Civil de Santa Catarina/Divulgação)

O Ministério Público de Santa Catarina solicitou a retomada de diligências no inquérito que apura a morte do cão comunitário Orelha, ocorrida em janeiro deste ano na Praia Brava, em Florianópolis. Entre as medidas pedidas está a possibilidade de exumação do corpo do animal para a realização de uma nova perícia, além da coleta de novos depoimentos e da análise de materiais que não constaram na investigação inicial.

A iniciativa do MP ocorre após a análise do inquérito policial já concluído, no qual a Polícia Civil atribuiu a autoria das agressões a um adolescente e pediu sua internação. O procedimento também resultou no indiciamento de três adultos, suspeitos de coação durante o andamento das apurações.

O órgão ministerial avaliou que ainda há pontos relevantes a esclarecer, especialmente em relação à eventual interferência de terceiros no curso do processo.

Como não houve registro em vídeo nem testemunhas presenciais do momento exato da agressão, a investigação se baseou em um laudo indireto, elaborado a partir do atendimento veterinário prestado ao animal.

Esse documento indicou que a morte foi causada por um impacto violento na cabeça, provocado por objeto contundente. Para o MP, uma perícia direta pode ajudar a esclarecer melhor as circunstâncias do crime, caso seja tecnicamente possível.

O Ministério Público também requisitou aprofundamento em boletins de ocorrência ligados a conflitos paralelos surgidos durante a investigação, incluindo episódios envolvendo ameaças e tentativas de intimidação.

Em um desses casos, relacionado a uma discussão na portaria de um condomínio, a Polícia Civil recebeu prazo de 20 dias para refazer oitivas e complementar o inquérito. Essa apuração, segundo o MP, trata exclusivamente da conduta de adultos e não envolve novos fatos sobre maus-tratos ao animal nem participação de adolescentes.

Orelha foi agredido no dia 4 de janeiro e morreu no dia seguinte, após ser socorrido por moradores da região. Considerado um cão comunitário, ele era cuidado por diferentes pessoas da Praia Brava.

Ao longo da investigação principal, foram ouvidas 24 testemunhas e analisadas suspeitas envolvendo oito adolescentes. Após o cumprimento das novas diligências, caberá ao Ministério Público decidir se apresenta denúncia à Justiça.

Bookmark

Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

Mais Matérias

16 maio 2026

Afrociberdelia completa 30 anos como marco do manguebeat

Força do disco que misturou tradição nordestina, tecnologia e crítica social continua onipresente, influenciando artistas de diferentes gerações
16 abr 2026

Brasil Quer Mais Tempo: conheça e participe da campanha pelo fim da escala 6×1

Movimento nacional aposta em pressão popular para acelerar discussão sobre jornada no Congresso
16 maio 2026

Caso Banco Master envolve jogo do bicho e milícia, diz PF

PF afirma que organização ligada a Daniel Vorcaro mantinha estrutura paralela de ameaças e pressão contra ex-funcionários
16 maio 2026

Pai de Vorcaro doou R$ 1 milhão ao Novo de Zema

Doação milionária ao Novo feita pelo pai de Henrique Vorcaro voltou ao debate após críticas de Zema a Flávio Bolsonaro
16 maio 2026

Vereador de Curitiba é cassado após fraude em candidaturas femininas

Decisão da Justiça Eleitoral sobre a cassação de Sidnei Toaldo reconheceu uso de candidaturas fictícias para cumprir cota de gênero
16 maio 2026

CEO de gigante odontológica é indiciado por morte de funcionário no Paraná

Indiciamento de Oséias Gomes foi encaminhado ao Ministério Público após análise de transferências bancárias e depoimentos

Como você se sente com esta matéria?

Vamos construir a notícia juntos

Deixe seu comentário