A direção do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi alterada nesta segunda-feira (13), em um momento de aumento da pressão sobre o órgão. Após cerca de um ano à frente do instituto, Gilberto Waller Júnior foi desligado da presidência, que passa a ser ocupada por Ana Cristina Viana Silveira, técnica de carreira com trajetória consolidada na Previdência.
A substituição acontece em um momento sensível, marcado pelo aumento das reclamações de segurados sobre o tempo de filas para análise de benefícios. A demora na liberação de aposentadorias, pensões e auxílios vinha sendo tratada como um dos principais pontos de desgaste do governo, especialmente diante da proximidade do calendário eleitoral.
Nos bastidores, a leitura é de que Waller teve papel importante ao assumir o instituto em meio a uma crise interna, mas não conseguiu avançar na velocidade esperada para reduzir o acúmulo de pedidos. Ele chegou ao posto em abril do ano passado, pouco depois de vir à tona um esquema de irregularidades que envolvia descontos não autorizados em benefícios pagos a aposentados e pensionistas.
As investigações apontaram perdas bilionárias ao longo de vários anos e resultaram em uma série de afastamentos e prisões dentro da estrutura do órgão.
Com a troca, o governo tenta reposicionar a gestão do INSS, apostando em um perfil técnico para enfrentar o principal desafio atual: destravar a fila e melhorar o fluxo de atendimento. A escolha de Ana Cristina atende a uma demanda antiga de servidores, que defendiam alguém com experiência direta no funcionamento interno do sistema.
Graduada em Direito, ela ingressou no instituto em 2003 e construiu carreira em áreas estratégicas. Nos anos recentes, comandou o Conselho de Recursos da Previdência Social, período em que implementou medidas voltadas ao aumento da capacidade de julgamento de processos. Agora, assume a presidência com a missão de dar respostas rápidas a um problema que afeta milhões de brasileiros.
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