PF bate à porta de Cláudio Castro pela segunda vez em operação sobre a Refit
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) voltou a ser alvo da Polícia Federal nesta sexta-feira (14), durante a segunda fase da Operação Sem Refino, que investiga suspeitas de irregularidades relacionadas à refinaria Refit.
A nova busca e apreensão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e concentra parte das apurações na concessão de licenças ambientais durante a gestão estadual.
Segundo a PF, há indícios de que autorizações para as atividades da refinaria tenham sido concedidas pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro em desacordo com orientações de setores técnicos. A investigação também procura identificar uma possível estrutura de lavagem de dinheiro ligada ao esquema apurado.
Além de Castro, mandados atingiram os ex-secretários Bernardo Rossi, que comandou a pasta do Meio Ambiente e atualmente é candidato a deputado federal pelo União Brasil, e José Mauro Júnior, ex-titular de Transformação Digital. O advogado Antônio Carlos Santos, conhecido como Pipo e apontado como aliado político do ex-governador, também aparece entre os alvos.
A investigação abrange suspeitas de gestão fraudulenta e temerária, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, manipulação de mercado e delitos contra a ordem econômica relacionados ao comércio de combustíveis.
A defesa de Cláudio Castro negou participação do ex-governador em irregularidades e informou ainda não ter acesso integral aos elementos que embasaram a operação.
Os advogados sustentam que as decisões tomadas durante sua administração obedeceram a critérios técnicos, jurídicos e administrativos e destacam que o governo conseguiu receber cerca de R$ 1 bilhão em dívidas da Refinaria de Manguinhos.
Castro já havia sido alvo de buscas na primeira etapa da operação, realizada em maio. Na ocasião, Moraes também determinou a prisão do empresário Ricardo Magro, proprietário da Refit, atualmente considerado foragido, além do bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e da suspensão das atividades de empresas investigadas.
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